quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um proceder orgânico capitulado

Todas as áreas produtivas
contenham procedimentos seus
de um treinamento prévio
de supervisão dos plebeus.

Manutenção dos status de chefia,
informações sistêmicas requer.
De rotação de pessoal,
padrões comportamentais
são exigidos, por demais.
-- Entradas e saidas,
serão cumpridas. Serão reais!..

Planejamento e controle
de tarefas a priori:
distribuição de frutos
com aposição de datas;
eventuais reformulações finais
terão procedimentos especiais.

Normas completas
contendo especificações,
antecedento
períodos de execução real,
darão sucesso ao histograma
-- ao longo de um cronograma.
Sem comentários quaisquer!
Sem sugestões. -- Atos e ações!

Os envolvidos na massa de informações
darão por terminado o processo
da observância e da vigilância...
São os formatos de instruções.

Em formulários padronizados
em sacos plásticos aconchegados
por grupos de atividades de rotinas
-- as instruções padronizadas
serão confrontadas e facilitadas...

Normas completas
contendo especificações
explicarão os histogramas
sem comentários,
sem sugestões...

Não se deve esquecer que,
ao final do processo,
fazer um registro das exceções.

01/22/2009

Alguns, somos nós

Polímeres -- seres humanos,
alguns dentre nós,
somos nós.

Restritos na forma.
Mesmo assim, polimorfos
-- sentimos,
pensamos,
agimos.

Cada qual, a seu modo,
os grandes impactos compactos
nos múltiplos mundos do eto-social.

Alguns, dentre nós,
precavidos sustentam:
se o ciclo rompermos,
do ebúleo vórtice natural,
transformaremos na terra,
o que se tem como globo,
numa esfera ígnea
-- perdidamente desértica,
pós-apocalíptica e infernal!

Já, muitos outros
-- não tanto apavorados,
porque não tão estruturados
vêm puramente o natural,
fluindo normalmente
segundo um fim intrínseco
da lei mecânica -- causal.

Do hercúleo embate destas correntes,
do pensamento e da ação, restam só
os escombros... Uma memória égide
do cumprimento, linha-a-linha,
do traçado da suática grega, ou
éforo-bramânica quiliástica,
rumo ao grande efum...

Polímeres seres humanos,
alguns dentre nós, somos nós.

Seremos assim,
pelo sempre eterno caminho,
da busca de nós
e do nosso futuro, ou
do futuro dos nossos avós!..

01/22/2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ou é um poeta, ou é feliz

Ele é um poeta louco.
Cabelos longos
barba cerrada;
por entre os lábios,
da boca entreaberta,
dentes brilham
de cor marfim.

Gesticula muito,
fala bastante e
sorridente diz:
Sou filho das selvas.
Nas minhas veias
corre o sangue tupi;
conheço de cor
o canto dos bem-te-vi'.

Ele é um poeta louco.
Diz mais do que sabe.
E o que sabe, não diz.
Para ele versejar
é tão facil -- vejam só:
como soltar fumaça
pelos buracos do nariz!

Ele é um poeta louco.
Jorra seus cantos
qual um chafariz,
no largo da praça da matriz.
Ele sorri e gesticula,
porque é um poeta, ou
porque é um feliz?

01/21/2009

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aos que se foram, sem terem nascido

De frágil feto não passaste!
Na escuridão tubária, oh!,
Tu, que tanto prometeste,
de modo inglório findaste...

Não conheceste tu, nem mágoas,
nem térreos plurdissabores...
Não navegaste pelas águas
de sulfuroso mar de faces áscuas.

Repousa, pois, eternamente
na tua ingênua solidão!..
Tiveste sorte mais que a gente.

Oh, não! Saudades não sentiste.
Da proto-cósmica mundivisão;
antes mesmo de nascer, fugiste.

01/20/2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Lições que aprendi

Hirsuto, tímido e cabisbaixo;
silente ouvi lições de muita gente.
Ainda infante e começava já
ser útil a todos, a todo instante...

Domingos, meses e anos se passavam.
Mais assimilava eu as preleções...
E mais queriam ensinar-me todos,
da vida os rabinos, as suas lições!..

Até que, um dia, eu ponderei -- pensei.
Da praxis na balança me postei. O que?
Oh! Quão grande foi minha a surpresa!..

Tão lívido e fragil era! -- Desmaiei.
Então compreendi, embora tarde, que
neste mundo, a sós se deve por à mesa.

Viver aos olhos de outros paladares
é cair na rede da sua (deles) esperteza.
Pois é... O mujndo é cheio de safadeza.

Um meu conselho

Um simplório conselho -- só,
a meus irmãos de rústica fé
-- fé de medo, fé de miséria
e, a cognatos, se os houver!

Dirijo-vos esta palavra amiga,
despretenciosa. Na boa fé...
Se é prudente?
Não saberia responder.

Só sei que a vida foi nos dada
para ser uma vida de viver...
-- Vamos vivê-la, nua e crua,
tal como ela se nos é.

Sem ralha e sem resmungos,
façamos a história avançar
no seu caminho futurista!..
-- Sem descansar.

Em algum ponto do espaço-tempo
a solução precisa e pertinente,
aos problemas, iremos encontrar.
Não duvidar. Só esperar!..

Ó!, meu irmão, ou meu cognato...
Não desistamos! Prossigamos!
Vivamos a vida de hoje. Ela será,
sem dúvida, uma história de amanhã.

01/16/2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Близький схід

Ракетні явища щоденні
-- бунтують спокій людині.
то хтож має терпіння таке,
аби не дати відповідь --
хоч будь-яку б на такеє
втручення друго-сторонне?

Сидіти тихенько, споміж
катюшиним звуком, не добре.
Та ж гірше дивитись байдуже
на розбиття свойого буття!..
-- Негайно відповідь дати,
для тих хто не має почуття...

Здобути державу, це мрія
народів землі. Таке є буття!
Але ж, будувати щось наше
на кістках другого народу
-- таке ж не думливе. Ніяк!
Не держава буде, а будяк...

14 січень 2009 р.