A natureza toda exultante
se contorcia de alegria...
É que naquele mesmo instante
a flor mais bela já nascia.
Os céus sorriam de cotentes.
Estrondejavam os trovões...
E as estrelas luzi-reluzentes,
o feito espargiam pelos sertões.
Cantavam ninfas seus acalantos
nas madrugadas da primavera...
Enquanto a dor e os desalentos
roiam n'alma tristes momentos
do velho bardo dos cantos de iara
-- cantando seus versos relentos.
01/25/2009
Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
domingo, 25 de janeiro de 2009
De um epitáfio
'Amai-vos uns aos outros e,
à Natureza, também...'
São palavras de um sábio
-- Albert Schweitzer (+)
era o seu nome. Com ele
digamos, nós todos, amém!
01/25/2009
à Natureza, também...'
São palavras de um sábio
-- Albert Schweitzer (+)
era o seu nome. Com ele
digamos, nós todos, amém!
01/25/2009
Que saudades da Bahia!
Na Bahia tem coqueiro,
tem cacau, tem caroá.
Tem a tribo de escoteiros
-- daqueles de irá-já:
mais vencendo a própria morte
pela senha de grão-mal, que
morrendo de paúra
do idiofônico orixá.
Não permita Deus que eu fique
tão distante das baianas
que não coma coco e vatapá.
Sem que reveja ainda
o nígero colo da mulata
-- a linda e meiga iaiá...
Não permita-me a sorte,
no exílio, a minha morte!
Quero ver embasbacado
o sucesso dos baianos
conquistando o prêmio
-- Oscar do cinema...
Pode ser, um sulamericano.
Não permita Deus e nem a sorte
sem que eu volte para a Bahia --
Quero dar meu último suspiro
junto aos pés de nhá Maria!
Ah!
Que saudades da Bahia!
01/25/2009
tem cacau, tem caroá.
Tem a tribo de escoteiros
-- daqueles de irá-já:
mais vencendo a própria morte
pela senha de grão-mal, que
morrendo de paúra
do idiofônico orixá.
Não permita Deus que eu fique
tão distante das baianas
que não coma coco e vatapá.
Sem que reveja ainda
o nígero colo da mulata
-- a linda e meiga iaiá...
Não permita-me a sorte,
no exílio, a minha morte!
Quero ver embasbacado
o sucesso dos baianos
conquistando o prêmio
-- Oscar do cinema...
Pode ser, um sulamericano.
Não permita Deus e nem a sorte
sem que eu volte para a Bahia --
Quero dar meu último suspiro
junto aos pés de nhá Maria!
Ah!
Que saudades da Bahia!
01/25/2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Nóis vai a meiorá
Uai!
Ne quê que dá certo
nóis vai embarcá no conluio
e faiz virá a nossa sorte
-- pra nóis a miorá
nosso destino na coorte.
É, compadre!
Nóis faiz virá em trovoada
da lua os raio reluzente e
faiz torná a chuva de preda
um arco-iris
-- a faixa candente.
Qué vê?
Nóis fumo Jeca num passado.
Hoje nóis somo assaiz valente!
Pois nóis transforma em fruto
as entranha do chão carente.
Ué!
Nóis planta mio e mandioca,
feijão, batata e cria animá...
Em troca, nóis qué tão somente
mais assossego pras nosso piá.
É isso aí!
Eu digo e arepito, enfatizando
-- nóis vai embarcá no conluio e
faiz virá a nossa sorte fraca
no alvorece de um novo dia.
Eu digo e arepito
pra quem quisé me escuitá
-- eia, gente!
Cuidado! Nóis não blefa...
Nóis vai se alevantá!
..raio!
01/24/2009
Ne quê que dá certo
nóis vai embarcá no conluio
e faiz virá a nossa sorte
-- pra nóis a miorá
nosso destino na coorte.
É, compadre!
Nóis faiz virá em trovoada
da lua os raio reluzente e
faiz torná a chuva de preda
um arco-iris
-- a faixa candente.
Qué vê?
Nóis fumo Jeca num passado.
Hoje nóis somo assaiz valente!
Pois nóis transforma em fruto
as entranha do chão carente.
Ué!
Nóis planta mio e mandioca,
feijão, batata e cria animá...
Em troca, nóis qué tão somente
mais assossego pras nosso piá.
É isso aí!
Eu digo e arepito, enfatizando
-- nóis vai embarcá no conluio e
faiz virá a nossa sorte fraca
no alvorece de um novo dia.
Eu digo e arepito
pra quem quisé me escuitá
-- eia, gente!
Cuidado! Nóis não blefa...
Nóis vai se alevantá!
..raio!
01/24/2009
Quero domar o mundo
Quero domar a realidade!
Submetê-la aos caprichos meus,
nas estâncias de uma recriação.
Quero sentir a magnitude infinita
do cosmo flutuando nas minhas mãos;
e, no meu cérebro burbulhando
como se água fosse, em ebulição.
Quero sentir o navegar dos astros
da via-láctea em expansão...
Dos astronautas, perdidos no espaço,
quero ouvir gemidos de desespero e,
das velozes naves, nas antenas hiperbólicas,
quero ver a reflexão dos raios -- trazendo:
imagens de longes eras, perdidas no tempo...
Outrora perdidas
-- agora desenterradas.
Quero sentir,
quero ouvir,
quero ver
do universo einsteniano a curva negativa
que sobre si se dobra e se desdobra --
pulsando qual coração gigante,
dilatando-se se dilatando
nos limites do infinito!
Quero na equação de um poema
retratar a emoção
do leitoso caminho
da via-láctea em evolução.
Quero domar a realidade!
Quero senti-la no seu processo inercial
da constante degradação,
continuamente se transformando
-- ora implodindo, ora explodindo,
em formas novas de auto-recriação.
Quero submetê-la aos meus caprichos
nos versos de um simples poema.
Ou, na forma melódica de uma canção!
Desvendar quero os segredos
da lei caótica das metamorfoses sasonais
do magma ígneo, em fervilhante ebulição,
no seu processo secular de translação.
Dos elementos básicos
-- da água, da terra e do ar,
atuação entrópica
eu quero aprisionar!
Quero, nas asas da imaginação,
sobrevoar os mundos inexplorados
da apocalíptica visão.
Quero, montado num cavalo branco ou baio,
viajar pelas galáxias do universo
extenuante em extinção.
Quero cantar
do universal esotérico canto
a sonolenta melodia da solidão!
01/24/2009
Submetê-la aos caprichos meus,
nas estâncias de uma recriação.
Quero sentir a magnitude infinita
do cosmo flutuando nas minhas mãos;
e, no meu cérebro burbulhando
como se água fosse, em ebulição.
Quero sentir o navegar dos astros
da via-láctea em expansão...
Dos astronautas, perdidos no espaço,
quero ouvir gemidos de desespero e,
das velozes naves, nas antenas hiperbólicas,
quero ver a reflexão dos raios -- trazendo:
imagens de longes eras, perdidas no tempo...
Outrora perdidas
-- agora desenterradas.
Quero sentir,
quero ouvir,
quero ver
do universo einsteniano a curva negativa
que sobre si se dobra e se desdobra --
pulsando qual coração gigante,
dilatando-se se dilatando
nos limites do infinito!
Quero na equação de um poema
retratar a emoção
do leitoso caminho
da via-láctea em evolução.
Quero domar a realidade!
Quero senti-la no seu processo inercial
da constante degradação,
continuamente se transformando
-- ora implodindo, ora explodindo,
em formas novas de auto-recriação.
Quero submetê-la aos meus caprichos
nos versos de um simples poema.
Ou, na forma melódica de uma canção!
Desvendar quero os segredos
da lei caótica das metamorfoses sasonais
do magma ígneo, em fervilhante ebulição,
no seu processo secular de translação.
Dos elementos básicos
-- da água, da terra e do ar,
atuação entrópica
eu quero aprisionar!
Quero, nas asas da imaginação,
sobrevoar os mundos inexplorados
da apocalíptica visão.
Quero, montado num cavalo branco ou baio,
viajar pelas galáxias do universo
extenuante em extinção.
Quero cantar
do universal esotérico canto
a sonolenta melodia da solidão!
01/24/2009
No mar da existência
Cosendo velas,
da nau-destino avariada,
pelas tormentas da vivência,
eu passo os dias meus...
Com palomar
torcido de fios-de-esperança,
eu coso o pano
da vela desfraldada
e que atrita a minha nave
-- presa ao mastro da retranca.
Pelo bravio mar,
da tênue existência,
veleja o barco meu
rumo ao destino do além,
em busca do nirvana.
Quero esquecer as mágoas
do revoltoso mar,
do mundo aqui,
da terra de ninguém.
Do barco meu,
de um mastro só,
eu sou o timoneiro.
Cosendo velas,
mantenho a forma, e
o destino do meu veleiro!
01/24/2009
da nau-destino avariada,
pelas tormentas da vivência,
eu passo os dias meus...
Com palomar
torcido de fios-de-esperança,
eu coso o pano
da vela desfraldada
e que atrita a minha nave
-- presa ao mastro da retranca.
Pelo bravio mar,
da tênue existência,
veleja o barco meu
rumo ao destino do além,
em busca do nirvana.
Quero esquecer as mágoas
do revoltoso mar,
do mundo aqui,
da terra de ninguém.
Do barco meu,
de um mastro só,
eu sou o timoneiro.
Cosendo velas,
mantenho a forma, e
o destino do meu veleiro!
01/24/2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
A justiça, por fim se fez
Das fúrias infernais, rangendo os dentes,
ouço o clamor de gentes minhas conhecidas
-- eram famosos por seus requintes de sabores.
Viviam opulentos. Desconheciam os menores!
Da lei senhores fortes, se diziam eles...
Desconheciam da justiça os princípios
-- em seu favor, todos os outros existiam.
Sua palavra era ordem! Em si se compraziam.
Mas, como todos os momentos são passageiros
e têm seu fim prescrito; o deles aportou...
E, ao findar a longa e opulenta caminhada,
cada qual deles, frente à justiça se prostrou!..
Os atos seus foram pesados pela balança
-- inconsistentes e sem peso se mostraram.
Quanto menos um tal dilema eles imaginavam,
mais fracos seus recursos térreos se mostravam.
Do grande juri cósmico, então, ouviu-se
a decisão final! Foi a sentença proferida:
"quem pela balança não passasse, devido a leveza,
jogado teria de ser à dos infernos profundeza...
Ao tribunal de outra instância, oh! -- apelação não há!.
Quem foi, pela instância prima condenado, jamais e
nunca mais, seria indultado. Para sempre e sempre
em fogo árduo de 'esquecimento' seria execrado.
Assim findou a opulenta e torpe caminhada
dos que senhores do universo se sentiam;
mas que plantaram, ao longo da existência sua,
prantos e lágrimas dos que lhes se submetiam.
Da terra as honrarias e seus requintes
valeram nada, na grande balança da justiça.
Todos foram condenados. Todos reclusos
em seus próprios cativeiros sucumbiram!..
Os cantos seus, de outrora, são prantos doloridos.
No ranger de dentes, procuram sufocar a sua dor
e, no clamor desesperado, buscam alívio ao pavor.
Na própria carne sentem o suor do desamor!..
Das fúrias infernais, rangendo os seus dentes,
ouço o clamor de gentes minhas conhecidas
-- eram famosos por seus requintes de sabores.
Viviam opulentos. Desconheciam os menores!
01/23/2009
ouço o clamor de gentes minhas conhecidas
-- eram famosos por seus requintes de sabores.
Viviam opulentos. Desconheciam os menores!
Da lei senhores fortes, se diziam eles...
Desconheciam da justiça os princípios
-- em seu favor, todos os outros existiam.
Sua palavra era ordem! Em si se compraziam.
Mas, como todos os momentos são passageiros
e têm seu fim prescrito; o deles aportou...
E, ao findar a longa e opulenta caminhada,
cada qual deles, frente à justiça se prostrou!..
Os atos seus foram pesados pela balança
-- inconsistentes e sem peso se mostraram.
Quanto menos um tal dilema eles imaginavam,
mais fracos seus recursos térreos se mostravam.
Do grande juri cósmico, então, ouviu-se
a decisão final! Foi a sentença proferida:
"quem pela balança não passasse, devido a leveza,
jogado teria de ser à dos infernos profundeza...
Ao tribunal de outra instância, oh! -- apelação não há!.
Quem foi, pela instância prima condenado, jamais e
nunca mais, seria indultado. Para sempre e sempre
em fogo árduo de 'esquecimento' seria execrado.
Assim findou a opulenta e torpe caminhada
dos que senhores do universo se sentiam;
mas que plantaram, ao longo da existência sua,
prantos e lágrimas dos que lhes se submetiam.
Da terra as honrarias e seus requintes
valeram nada, na grande balança da justiça.
Todos foram condenados. Todos reclusos
em seus próprios cativeiros sucumbiram!..
Os cantos seus, de outrora, são prantos doloridos.
No ranger de dentes, procuram sufocar a sua dor
e, no clamor desesperado, buscam alívio ao pavor.
Na própria carne sentem o suor do desamor!..
Das fúrias infernais, rangendo os seus dentes,
ouço o clamor de gentes minhas conhecidas
-- eram famosos por seus requintes de sabores.
Viviam opulentos. Desconheciam os menores!
01/23/2009
Assinar:
Postagens (Atom)