Сьогодні згадав я чомусь моїх батьків.
Стара мама -- мала вже понад 85 літ...
Татуся давно вже від нас відступився
-- погодився з Богом, тай з Ним усівся.
І скучно моє серце забубоніло. Загоріло!
А чому ж таке з нами буває. Хтось знає?
Коли рідня наша ще з нами, то ж вірно --
так воно і є: нехтуємо, і дуже!.. усе своє.
Тоді ж коли все загубили й осталися одні
тай сумні дні, самітно з собою потерпіли,
почули, в своїх грудях, як то скорботливо
бувати! Немов тополя серед поля. Брате!
Де ж ти мій брате! Вітри які на тебе віють?
Якими снами свої ночі ти заповняєш? Чи,
лишень питаю просто: -- наше дитинство
давно ти вже забув? Нічого не пам"ятаєш?
Наші батьки -- тато і мама, вже відійшли...
Нову оселю собі спорудили в просторах!
А ми осталися ось тут іще. Можливо що
для нас презначено якесь завдання...
То ж скористуймо час який є перед нами.
З"єднаймо всі зусилля наші -- де я, де ти.
Нехай земля, що бачила як ми прийшли,
про нас спогадає. Бо ж ми України сини!
03/10/2009
Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Não entre na onda dos coletivos
Não são os teus muitos amigos,
nem o pensamento positivo teu,
farão de ti um vencedor na vida.
Apenas a tua postura altineira --
diante das coisas... Entendeu?..
Não queiras lamentar os fatos,
que um dia fugiram do controle.
Terás milhares de outros tais,
que te darão a sensação feliz
de ser fautor. -- Não aprendiz!..
Onda moderna dos coletivos --
submete o homem ao social...
Não entre nesta! Pura bazófia.
O ser humano é pleno em si!..
Por si subsiste -- é individual!
Os seus valores, unipessoais,
não se submetem aos "morais"
decretos sócio-hígido-finais...
Estes poderão ser uteis, caso
não corrompam os pessoais...
Então cultive os teus pensares,
para que possas ver as coisas
como de fato são. São sociais
só no sentido de suportar, e só,
a esteira do teu exclusivo sonhar!..
03/09/2009
nem o pensamento positivo teu,
farão de ti um vencedor na vida.
Apenas a tua postura altineira --
diante das coisas... Entendeu?..
Não queiras lamentar os fatos,
que um dia fugiram do controle.
Terás milhares de outros tais,
que te darão a sensação feliz
de ser fautor. -- Não aprendiz!..
Onda moderna dos coletivos --
submete o homem ao social...
Não entre nesta! Pura bazófia.
O ser humano é pleno em si!..
Por si subsiste -- é individual!
Os seus valores, unipessoais,
não se submetem aos "morais"
decretos sócio-hígido-finais...
Estes poderão ser uteis, caso
não corrompam os pessoais...
Então cultive os teus pensares,
para que possas ver as coisas
como de fato são. São sociais
só no sentido de suportar, e só,
a esteira do teu exclusivo sonhar!..
03/09/2009
Lamentações à Nintendo
Terceiro galo acabara de cantar
na madrugada do teu pastoreio.
Chegou a hora!.. Vais acordar?
Do zero, começar tudo de novo!
Meia trintena de anos passados
-- pouco valeram nas lábias tuas.
Teus atos improbos, insustentos,
abateram os teus ditos faulhentos.
Como se Pedro, de tempos atrás,
tu te mostraste incapaz em honrar
a "coroa da cruz", que abraçaste!..
Decaiste de orgulho!.. Mancaste!..
Pela força, da força do teu cotovelo,
buscaste amansar os fieis do arraial.
Não deu certo!.. Estupidez foi a tua
-- sucumbiste! Te amoixate na rua...
De nada valeram os ditos amigos --
são falsos esteios que desfalecem.
Ao se notarem as incongruências,
todos se espalham. Desaparecem!
Permanecem de pé, tão somente,
os atos marcantes da tua presença.
E o galo cantante, da terça pousada,
mostrou-te: "a 'missão' terminada!"
03/09/2009
na madrugada do teu pastoreio.
Chegou a hora!.. Vais acordar?
Do zero, começar tudo de novo!
Meia trintena de anos passados
-- pouco valeram nas lábias tuas.
Teus atos improbos, insustentos,
abateram os teus ditos faulhentos.
Como se Pedro, de tempos atrás,
tu te mostraste incapaz em honrar
a "coroa da cruz", que abraçaste!..
Decaiste de orgulho!.. Mancaste!..
Pela força, da força do teu cotovelo,
buscaste amansar os fieis do arraial.
Não deu certo!.. Estupidez foi a tua
-- sucumbiste! Te amoixate na rua...
De nada valeram os ditos amigos --
são falsos esteios que desfalecem.
Ao se notarem as incongruências,
todos se espalham. Desaparecem!
Permanecem de pé, tão somente,
os atos marcantes da tua presença.
E o galo cantante, da terça pousada,
mostrou-te: "a 'missão' terminada!"
03/09/2009
Простори України затвердити
Куди не гляну, тебе я бачу
та чую голос твого буття...
Ти є велика! З твоїм народом,
всіх подолієш своїх зневаг!
Ой, Україно! Розвеселися --
тобі сіяє промінння щастя...
Не плач, немов дитя малеє,
ставай на ноги. Сподівайся.
Уже розбилися усі кайдани!..
Чому ж собі не довіряєш ти?
Забудь всіх ворогів бажання
-- сила в тобі! Ей, без вагання!
Хай екіпірують свої каретки --
тай кучері зготовлюють коней.
Простори України затвердити
як найскоріше для укрлюдей!
Куди не гляну, тебе я бачу
та чую голос твого буття...
Ти є велика! З твоїм народом,
всіх подолієш своїх зневаг!
09 березень 2009 р.
та чую голос твого буття...
Ти є велика! З твоїм народом,
всіх подолієш своїх зневаг!
Ой, Україно! Розвеселися --
тобі сіяє промінння щастя...
Не плач, немов дитя малеє,
ставай на ноги. Сподівайся.
Уже розбилися усі кайдани!..
Чому ж собі не довіряєш ти?
Забудь всіх ворогів бажання
-- сила в тобі! Ей, без вагання!
Хай екіпірують свої каретки --
тай кучері зготовлюють коней.
Простори України затвердити
як найскоріше для укрлюдей!
Куди не гляну, тебе я бачу
та чую голос твого буття...
Ти є велика! З твоїм народом,
всіх подолієш своїх зневаг!
09 березень 2009 р.
sábado, 7 de março de 2009
A Afogada
A Afogada
Poema da Taras Shvchenko -- "Utoplena"
1841
Tradução do ucraniano por Mykola Szoma
(Shchoma Mykola Opanasovych)
O vento nos bosques não passeia --
ele, ás noitnhas, repousa;
Em acordando -- calmamente
às ciperáceas pergunta:
"Quem é, quem é que deste lado
pentea a sua trança? Quem é?..
Quem é, quem é que daquele lado
arrotea as suas tranças?..
Quem é, quem é?" -- calmamente
pergunta-soprando.
Finalmente, adormece, até que o céu
tenha as suas bordas avermelhadas...
"Quem é, quem é?" -- perguntareis,
vós meninas curiosas e simpáticas.
Esta, do lado de cá, é a filha,
aquela, do outro lado, é a mãe.
Teria acontecido, há muito tempo,
nas terras da nossa Ucrânia.
Havia uma viuva na aldeia
morando numa casa nova.
Rosto branco, olhos castanhos
e figura de porte alto --
Vestia zhupan; era senhora,
pela frente e pelos lados.
Ainda nova, haja cobiça!
Uma mulher nova,
além de tudo viuva
-- uma horda de cossacos
sempre a seguia e seguia.
Até que, "em-desonra",
uma filha sua nascia.
Deu à luz -- indiferente;
a vizinhança há de alimentar.
Abandonou a filha na aldéia:
Que mãe insciente!..
Alguém pode duvidar?
Que mais deve-se esperar!
Os aldeãos alimentaram a pequena,
mas a viuva, aos domingos,
e aos dias semanais,
divertia-se à beça,
com casados e solteiros
-- bebendo e folgando
até que a má sorte a encontrou.
A viuva se transfomou.
Nem tinha se apercebido
de como tudo acabou.
Os anos da juventude voaram...
Infortúnio, infortúnio!
A mãe murcha e se debilita,
a filha floresce e se habilita.
A menina cresceu...
Hanna, de olhos castanhos,
tal qual um choupo,
num campo florido,
se destacou -- esbelta e alta.
"Não tenho medo de Hannusya!"
-- canta, agora, a triste "matusya";
e os cossacos, como abelhas,
zumbem da Hannusya ao redor.
Em particular, aquele "pescador"
-- animado, de cabelos ondulados,
se desfaz em suspiros
toda vez vez que, à sua frente,
se depara com a Hanna morena.
Percebeu mãezinha velha,
enlouqueceu brava:
"Vejam só, a maltrapilha pobre
-- meninota pés-descalços!
Já crescida tanto, que até namora
com a rapaziada toda...
Não será por isso. Pois que aguarde!
Não mais me respeitas?
Não, minha querida!"
E, medonha, mais enfureceu
-- até os dentes rangeu.
Muitas vezes, uma mãe fica assim!..
Então, onde estará o coração materno?
Coração de mãe?.. Oh!, tristeza,
infortúnio total, meninas!
Mãe, figura esbelta, dócil e maleável;
porém, sem um coração.
Se verga a esbelta figura,
as sobrancelhas desbotam,
sem que o percebam; e as gentes
recordarão rindo os anos passados
-- dirão: "ela é vagabunda!"
Chorava muito a Hannusya
sem saber por que.
Não sabia a razão
porque a sua mãe desvanecia,
porque a condenava e a maldizia
-- do seu rebento "em-desonra",
sempre se queixava.
Torturava-se, angustiava-se,
de nada o sofrimento valia:
como uma planta daninha
a menina Hanna crescia...
Como uma rosa-de-gueldres florescia
sob os orvalhos matutinos dos vales.
Sempre corada,
Hanna banhava-se em lágrimas.
"Enfeitiçada!.. Aguarde, pois!
-- murmurava a mãe enfurecida.
Precciso encontrar um anti-feitiço;
Vou procur uma feiticeira, agora!".
Encontrou a feiticeira e
conseguiu o anti-feitiço que,
ao cair da tarde, beber a filha obrigava.
Nada adiantou...
A mãe mais feroz se mostrava, e
-- a hora e o dia, em que à luz havia dado
a maldita, cada vez mais condenava.
"Sufocante; vamos, filha,
banhar-nos nas águas de um lago".
"Vamos, mamãe".
À beira do lago
Hanna despiu-se todinha,
ficou nua e lançou-se
sobre a sua camisola branca;
O pescador de cabelos ondulados,
de outro lado do lago, lânguido suspira...
Também eu, um dia... Longe de mim!
Que vergonha -- não devo pensar.
Como se criança fosse,
distrai-se com rosa-de-gueldres,
retorcendo as suas formas e
relaxando se aquece ao sol.
A mãe observa a filha e,
de raiva, muda fica;
Muda de cores -- amareleja, ora azulea;
Medonha, de pés descalços,
a espuma flui da boca; É quase louca,
tenta arrancar as suas tranças.
Repentinamente, joga-se sobre a filha
e, em suas tranças, se embrenhou.
"Mamãe! mamãe! O que fazes?"
Um maroiço de vagas se encapelou,
ebuliu, um gemido se espalhou --
e a onda, a ambas, abraçou.
O pescador de cabelos ondulados,
com todas as suas forças,
nas águas se lançou; nadou e nadou
-- as águas azuis ao meio rasgou,
Ainda nadou, nadou... Se aproximou!
Mergulhou, emergiu --
e, entre os seus braços,
à beira do lago, o corpo de Hanna deitou.
Com muito trabalho, as tranças macias,
das mãos congeladas da mãe, desembaraçou.
"Coração meu! Sorte minha!
Descerrem-se os olhos castanhos!
Descrtinem a vista e sorriam!
Não quereis!.. Não quereis!.."
Chora e lamenta, ao lado da Hanna;
observando o seu corpo, a beija.
Os olhos mortos estão. "Veja!..
Nada escuta, ela dormiu para sempre!"
Deitada sobre a areia branca,
mãos estendidas -- para os lados; junto a ela
a sua cruel mãezinha quase selvagem:
De olhos esbugalhados,
atormentados pelo sofrer da vida,
com as mãos, envelecidas e cansadas,
entrincheiradas na areia amarelada.
Chorou muito o pescador:
"Sem familiares no mundo.
Quem não teve sorte neste mundo
-- terá vida plena nas águas da morte!"
Levantou a Hanna, beijou o seu rosto...
As ondas gemeram de novo --
abriram-se as vagas e se fecharam.
Nem sinal atrás de si deixaram...
Desde então, o límpido lago
cobriu-se de mato -- carriço pacato;
Ninguém nele mais banhou-se
-- as meninas, ao longe, dele passa;
Se, por acaso, alguma coisa avistam,
com um sinal da cruz se despistam --
evocando o nome da maldição...
Tudo é triste e soturno ao redor do lago...
À noitinha, meninada ouça:
emerge das águas a mãe brava e
senta-se do outro lado;
Muda de cores -- amareleja, ora azulea;
Medonha, de pés descalços,
a espuma flui da boca.
Ela sempre está vestida de camisola molhada.
Calma olha para este lado
É quase louca, tenta arrancar as suas tranças.
Vez em quando, as ondas azuladas da lagoa,
trazem à tona o corpo belo da menina Hanna.
Totalmente nua, ele estremece;
por instantes, senta nas areias brancas...
Depois, desparece.
O pescador vem nadando
trazendo consigo o verde das águas
para colocar sobre a camisola branca
-- aplacando as suas mágoas.
Então beija os olhos dela --
e, também, o sabor da água.
Se despede, vai embora;
com vergonha de si próprio,
por olhar um corpo nu.
Ninguém sabe o que se passa
nas noites serenas do bosque.
Somente os ventos, com os carriços,
murmuram baixinho: "Quem é, quem é,
quem é que senta-se triste nas águas
e, desembaraça as longas tranças?"
03/07/2009
Poema da Taras Shvchenko -- "Utoplena"
1841
Tradução do ucraniano por Mykola Szoma
(Shchoma Mykola Opanasovych)
O vento nos bosques não passeia --
ele, ás noitnhas, repousa;
Em acordando -- calmamente
às ciperáceas pergunta:
"Quem é, quem é que deste lado
pentea a sua trança? Quem é?..
Quem é, quem é que daquele lado
arrotea as suas tranças?..
Quem é, quem é?" -- calmamente
pergunta-soprando.
Finalmente, adormece, até que o céu
tenha as suas bordas avermelhadas...
"Quem é, quem é?" -- perguntareis,
vós meninas curiosas e simpáticas.
Esta, do lado de cá, é a filha,
aquela, do outro lado, é a mãe.
Teria acontecido, há muito tempo,
nas terras da nossa Ucrânia.
Havia uma viuva na aldeia
morando numa casa nova.
Rosto branco, olhos castanhos
e figura de porte alto --
Vestia zhupan; era senhora,
pela frente e pelos lados.
Ainda nova, haja cobiça!
Uma mulher nova,
além de tudo viuva
-- uma horda de cossacos
sempre a seguia e seguia.
Até que, "em-desonra",
uma filha sua nascia.
Deu à luz -- indiferente;
a vizinhança há de alimentar.
Abandonou a filha na aldéia:
Que mãe insciente!..
Alguém pode duvidar?
Que mais deve-se esperar!
Os aldeãos alimentaram a pequena,
mas a viuva, aos domingos,
e aos dias semanais,
divertia-se à beça,
com casados e solteiros
-- bebendo e folgando
até que a má sorte a encontrou.
A viuva se transfomou.
Nem tinha se apercebido
de como tudo acabou.
Os anos da juventude voaram...
Infortúnio, infortúnio!
A mãe murcha e se debilita,
a filha floresce e se habilita.
A menina cresceu...
Hanna, de olhos castanhos,
tal qual um choupo,
num campo florido,
se destacou -- esbelta e alta.
"Não tenho medo de Hannusya!"
-- canta, agora, a triste "matusya";
e os cossacos, como abelhas,
zumbem da Hannusya ao redor.
Em particular, aquele "pescador"
-- animado, de cabelos ondulados,
se desfaz em suspiros
toda vez vez que, à sua frente,
se depara com a Hanna morena.
Percebeu mãezinha velha,
enlouqueceu brava:
"Vejam só, a maltrapilha pobre
-- meninota pés-descalços!
Já crescida tanto, que até namora
com a rapaziada toda...
Não será por isso. Pois que aguarde!
Não mais me respeitas?
Não, minha querida!"
E, medonha, mais enfureceu
-- até os dentes rangeu.
Muitas vezes, uma mãe fica assim!..
Então, onde estará o coração materno?
Coração de mãe?.. Oh!, tristeza,
infortúnio total, meninas!
Mãe, figura esbelta, dócil e maleável;
porém, sem um coração.
Se verga a esbelta figura,
as sobrancelhas desbotam,
sem que o percebam; e as gentes
recordarão rindo os anos passados
-- dirão: "ela é vagabunda!"
Chorava muito a Hannusya
sem saber por que.
Não sabia a razão
porque a sua mãe desvanecia,
porque a condenava e a maldizia
-- do seu rebento "em-desonra",
sempre se queixava.
Torturava-se, angustiava-se,
de nada o sofrimento valia:
como uma planta daninha
a menina Hanna crescia...
Como uma rosa-de-gueldres florescia
sob os orvalhos matutinos dos vales.
Sempre corada,
Hanna banhava-se em lágrimas.
"Enfeitiçada!.. Aguarde, pois!
-- murmurava a mãe enfurecida.
Precciso encontrar um anti-feitiço;
Vou procur uma feiticeira, agora!".
Encontrou a feiticeira e
conseguiu o anti-feitiço que,
ao cair da tarde, beber a filha obrigava.
Nada adiantou...
A mãe mais feroz se mostrava, e
-- a hora e o dia, em que à luz havia dado
a maldita, cada vez mais condenava.
"Sufocante; vamos, filha,
banhar-nos nas águas de um lago".
"Vamos, mamãe".
À beira do lago
Hanna despiu-se todinha,
ficou nua e lançou-se
sobre a sua camisola branca;
O pescador de cabelos ondulados,
de outro lado do lago, lânguido suspira...
Também eu, um dia... Longe de mim!
Que vergonha -- não devo pensar.
Como se criança fosse,
distrai-se com rosa-de-gueldres,
retorcendo as suas formas e
relaxando se aquece ao sol.
A mãe observa a filha e,
de raiva, muda fica;
Muda de cores -- amareleja, ora azulea;
Medonha, de pés descalços,
a espuma flui da boca; É quase louca,
tenta arrancar as suas tranças.
Repentinamente, joga-se sobre a filha
e, em suas tranças, se embrenhou.
"Mamãe! mamãe! O que fazes?"
Um maroiço de vagas se encapelou,
ebuliu, um gemido se espalhou --
e a onda, a ambas, abraçou.
O pescador de cabelos ondulados,
com todas as suas forças,
nas águas se lançou; nadou e nadou
-- as águas azuis ao meio rasgou,
Ainda nadou, nadou... Se aproximou!
Mergulhou, emergiu --
e, entre os seus braços,
à beira do lago, o corpo de Hanna deitou.
Com muito trabalho, as tranças macias,
das mãos congeladas da mãe, desembaraçou.
"Coração meu! Sorte minha!
Descerrem-se os olhos castanhos!
Descrtinem a vista e sorriam!
Não quereis!.. Não quereis!.."
Chora e lamenta, ao lado da Hanna;
observando o seu corpo, a beija.
Os olhos mortos estão. "Veja!..
Nada escuta, ela dormiu para sempre!"
Deitada sobre a areia branca,
mãos estendidas -- para os lados; junto a ela
a sua cruel mãezinha quase selvagem:
De olhos esbugalhados,
atormentados pelo sofrer da vida,
com as mãos, envelecidas e cansadas,
entrincheiradas na areia amarelada.
Chorou muito o pescador:
"Sem familiares no mundo.
Quem não teve sorte neste mundo
-- terá vida plena nas águas da morte!"
Levantou a Hanna, beijou o seu rosto...
As ondas gemeram de novo --
abriram-se as vagas e se fecharam.
Nem sinal atrás de si deixaram...
Desde então, o límpido lago
cobriu-se de mato -- carriço pacato;
Ninguém nele mais banhou-se
-- as meninas, ao longe, dele passa;
Se, por acaso, alguma coisa avistam,
com um sinal da cruz se despistam --
evocando o nome da maldição...
Tudo é triste e soturno ao redor do lago...
À noitinha, meninada ouça:
emerge das águas a mãe brava e
senta-se do outro lado;
Muda de cores -- amareleja, ora azulea;
Medonha, de pés descalços,
a espuma flui da boca.
Ela sempre está vestida de camisola molhada.
Calma olha para este lado
É quase louca, tenta arrancar as suas tranças.
Vez em quando, as ondas azuladas da lagoa,
trazem à tona o corpo belo da menina Hanna.
Totalmente nua, ele estremece;
por instantes, senta nas areias brancas...
Depois, desparece.
O pescador vem nadando
trazendo consigo o verde das águas
para colocar sobre a camisola branca
-- aplacando as suas mágoas.
Então beija os olhos dela --
e, também, o sabor da água.
Se despede, vai embora;
com vergonha de si próprio,
por olhar um corpo nu.
Ninguém sabe o que se passa
nas noites serenas do bosque.
Somente os ventos, com os carriços,
murmuram baixinho: "Quem é, quem é,
quem é que senta-se triste nas águas
e, desembaraça as longas tranças?"
03/07/2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Recomendações ao Rev. Nintendo
Colete os apetrechos da tua atuação
e siga o teu caminho da imaginação!
Nada mais tens a fzer aqui entre nós
-- tanto mal causaste. Que situação!
Saudade de ti não teremos. Oh!, não.
Da tua missão, fizeste uma traição --
por que moralista miséria tamanha?..
O caráter da tua postura amarfanha!..
Diluiste os anseios de gente pacata.
Só buscava na fé os seus dias fruir,
porém, com astúcia da soberbia, tu
ousaste os valores seus destruir!..
A tua joranada acabou. Aqui, basta!
Tenha bons dias em outos quintais;
caso encontres alguns, logo mais...
Poderás ser quinteiro?.. É demais?
03/05/2009
e siga o teu caminho da imaginação!
Nada mais tens a fzer aqui entre nós
-- tanto mal causaste. Que situação!
Saudade de ti não teremos. Oh!, não.
Da tua missão, fizeste uma traição --
por que moralista miséria tamanha?..
O caráter da tua postura amarfanha!..
Diluiste os anseios de gente pacata.
Só buscava na fé os seus dias fruir,
porém, com astúcia da soberbia, tu
ousaste os valores seus destruir!..
A tua joranada acabou. Aqui, basta!
Tenha bons dias em outos quintais;
caso encontres alguns, logo mais...
Poderás ser quinteiro?.. É demais?
03/05/2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Quem sou, não sei
Quem sou agora, eu não sei.
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
Apenas sei, que faço coisas,
que jamais fazê-las eu pensei.
Embora pouco saiba o que --
fazer pensando, sempre eu faça,
jamais me deixarei burlar pela
pobreza do saber e da desgraça!
Eu leio livros de autores tais --
cujas idéias não conheço...
Por que fariam mal algum, se
de pensares seus não apeteço?
Porém, idéias suas conhecer
faço mister. Não desmereço!..
Quem sou agora, eu não sei.
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
Assisto aos filmes, pelas TVs.
Programações especiais, que
fazem perder meu tempo à toa;
aliás, abasteço-me de informes
da cultura inútil... Me oriento --
na platéia dos insanos vidiotas,
porque, um deles também sou!
Insiro-me no círculo dos "pobres
de espírito"... Talvez, um dia --
sem que o perceba e o queira,
possa sentir-me realizado. Eu!..
Feliz e satisfeito. Ó, Prometeu!
Quem sou agora, eu não sei.
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
03/04/2009
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
Apenas sei, que faço coisas,
que jamais fazê-las eu pensei.
Embora pouco saiba o que --
fazer pensando, sempre eu faça,
jamais me deixarei burlar pela
pobreza do saber e da desgraça!
Eu leio livros de autores tais --
cujas idéias não conheço...
Por que fariam mal algum, se
de pensares seus não apeteço?
Porém, idéias suas conhecer
faço mister. Não desmereço!..
Quem sou agora, eu não sei.
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
Assisto aos filmes, pelas TVs.
Programações especiais, que
fazem perder meu tempo à toa;
aliás, abasteço-me de informes
da cultura inútil... Me oriento --
na platéia dos insanos vidiotas,
porque, um deles também sou!
Insiro-me no círculo dos "pobres
de espírito"... Talvez, um dia --
sem que o perceba e o queira,
possa sentir-me realizado. Eu!..
Feliz e satisfeito. Ó, Prometeu!
Quem sou agora, eu não sei.
Quem eu gostaria de ser,
também, saber não procurei.
03/04/2009
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