Ela passou sem dizer nada.
Não olhou para lado nenhum.
Não chamou atenção de ninguém.
-- Ele a matou! ... Por que?..
Pensei,
não entendi,
como podiam acontecer coisas assim?
Ela passou. Silente. Indiferente.
Ele a matou!
Um tiro por nada ... acabou!
Algo valia a vida para ele?
Não a vida dele, a do semelhante,
a dela que, por acaso, ali passou
e ele -- seria desalmado?
e a matou
sem perguntar a si
sem perguntar a ela
o que fazia ela ali,
p'ra merecer a morte insana
-- simples quimera?
Aquele instante de morrer
foi o instante dela, sem merecer
e sem saber porque...
Haverá instante mais assim
em que mais gente morra
sem a fim de que? E,
sem saber porque.
Por causa que...
Responder não sei;
se puder, responda você!
Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Devaneios no ar
Levanto os olhos e nada vejo
lá em cima. Apenas nuvens,
navegando meio perdidas --
pequenas, grandes,
cumulus-nimbus,
algumas cirrus,
nuvens de chuva também.
Veem de algures,
vão p'ra alhures --
algumas se perdem
pelos caminhos além.
Dizem até, que há sete céus.
Pode ser a verdade;
eu não duvido --
não descreio em ninguém.
Porém, poderia ao menos
em um deles conhecer as
delícias que alguns ditos
dos seus súditos dizem?..
Ou talvez, um dos sete
mais perto estivesse de nós,
para que, sob a nuvens,
o seu plano espraiasse
as brancas suas areias
ao alcance dos incréus.
-- Corrigindo, todos nós.
Que naveguem nuvens negras
-- nuvens densas verticais,
gotas de água, granizo, chuva;
não seriam bolhas quentes no ar?
São intrépidas colunas
que metem medo aos céus
não os deixando descer de
patamar!..
lá em cima. Apenas nuvens,
navegando meio perdidas --
pequenas, grandes,
cumulus-nimbus,
algumas cirrus,
nuvens de chuva também.
Veem de algures,
vão p'ra alhures --
algumas se perdem
pelos caminhos além.
Dizem até, que há sete céus.
Pode ser a verdade;
eu não duvido --
não descreio em ninguém.
Porém, poderia ao menos
em um deles conhecer as
delícias que alguns ditos
dos seus súditos dizem?..
Ou talvez, um dos sete
mais perto estivesse de nós,
para que, sob a nuvens,
o seu plano espraiasse
as brancas suas areias
ao alcance dos incréus.
-- Corrigindo, todos nós.
Que naveguem nuvens negras
-- nuvens densas verticais,
gotas de água, granizo, chuva;
não seriam bolhas quentes no ar?
São intrépidas colunas
que metem medo aos céus
não os deixando descer de
patamar!..
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Navegante errante
Navegante errante à procura de
um ancoradouro para acostar --
recolher os apetrechos, instalar
os seus desejos. Está cansado
já de, sem destino, viajar!..
O navegante errante poderá,
um dia, o sonho realizar?..
Haveria um ancoradouro --
que pudesse abrigar a sua
nave do submundo --
o submarino, aquele imerso
nas águas conturbadas do mar
(não confundir com
o submundo dos marginais);
aliás, os dois são quase iguais.
Tem mais, o navegante
é misterioso por demais.
Diz ser um buscante bravio
dos Cisnes dos Lagos,
aqueles da dança do
Lago dos Cisnes
que fizeram outrora
as delícias das Damas
e dos Senhores feudais.
Como eram todos eles,
em seus sonhos,
tão parecidos e especiais!
Jamais serão esquecidos
por suas façanhas geniais.
Navegante errante à procura de
um ancoradouro para acostar;
arrimou-se às nossas praias --
pediu licença p'ra desembarcar.
Haveria algo em sua mente
que nos poderia ensejar?..
Não seria ele um farsante
que quisesse nos roubar?
Um pirata dos altos mares
se fingindo um navegante
uma causa por desnudar.
Mas se pode sempre duvidar!
Navegante errante à procura de
um ancoradouro para acostar --
recolher os apetrechos, instalar
os seus desejos. Está cansado
já de, sem destino, viajar?..
Esperemos
o que pode ele nos contar!..
um ancoradouro para acostar --
recolher os apetrechos, instalar
os seus desejos. Está cansado
já de, sem destino, viajar!..
O navegante errante poderá,
um dia, o sonho realizar?..
Haveria um ancoradouro --
que pudesse abrigar a sua
nave do submundo --
o submarino, aquele imerso
nas águas conturbadas do mar
(não confundir com
o submundo dos marginais);
aliás, os dois são quase iguais.
Tem mais, o navegante
é misterioso por demais.
Diz ser um buscante bravio
dos Cisnes dos Lagos,
aqueles da dança do
Lago dos Cisnes
que fizeram outrora
as delícias das Damas
e dos Senhores feudais.
Como eram todos eles,
em seus sonhos,
tão parecidos e especiais!
Jamais serão esquecidos
por suas façanhas geniais.
Navegante errante à procura de
um ancoradouro para acostar;
arrimou-se às nossas praias --
pediu licença p'ra desembarcar.
Haveria algo em sua mente
que nos poderia ensejar?..
Não seria ele um farsante
que quisesse nos roubar?
Um pirata dos altos mares
se fingindo um navegante
uma causa por desnudar.
Mas se pode sempre duvidar!
Navegante errante à procura de
um ancoradouro para acostar --
recolher os apetrechos, instalar
os seus desejos. Está cansado
já de, sem destino, viajar?..
Esperemos
o que pode ele nos contar!..
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Pergunta a um "amigo"
O teu conteudo de fora,
será um conteudo maior
do que o de dentro de ti?
Não será tua vida externa
mais uma vida de nada?..
Uma vida que só é vivida
por causa dos ais, -- que
há muito, tu jorras de si?..
Não respondas! Perguntes
somente dos teus ideais.
São eles consistentes, ou
apenas são cacos de ais?
Muitos deles, são tais quais
os teus dias felizes o foram
-- por surtos de insultos aos
pobres, e muitos incultos...
Por que então achas que és
mais feroz que os mortais?..
Também és mortal! O portal
de passagem abriu-se pra ti
-- a hora chegada está!..
Terás de partir breve daqui.
Terás tu, por acaso, morada
sensata do lado de lá? Será?
será um conteudo maior
do que o de dentro de ti?
Não será tua vida externa
mais uma vida de nada?..
Uma vida que só é vivida
por causa dos ais, -- que
há muito, tu jorras de si?..
Não respondas! Perguntes
somente dos teus ideais.
São eles consistentes, ou
apenas são cacos de ais?
Muitos deles, são tais quais
os teus dias felizes o foram
-- por surtos de insultos aos
pobres, e muitos incultos...
Por que então achas que és
mais feroz que os mortais?..
Também és mortal! O portal
de passagem abriu-se pra ti
-- a hora chegada está!..
Terás de partir breve daqui.
Terás tu, por acaso, morada
sensata do lado de lá? Será?
Ao douto irmão na fé
"Douto" e venerável irmão na fé,
especialista em falar com deus,
"profeta" de araque. Baita Sr De
pérfido sotaque. Engana a todos
e, se alguém bobear, ...até a si.
Douto -- de erudito. E a verdade,
o cara é um esquizóide renhido!
Por que será? Porque aos ínfira-
... do pensamento e do entender
basta uma palavra para se reter.
Não é preciso falar coisas e tal...
Basta dizer-se que é o maioral --
O povo entende como razão final,
para se dar-lhe no seu amor total.
E que conquista ao douto farsal!..
Ele quer dízimo, mesmo roubado.
Aquele do dosonesto ganho... Ah!
O dinheiro o que não faz!? Salvar
até a alma, segundo alguns, seria
-- com ele, ...qualquer um capaz!..
"Douto" e venerável irmão da "sé"!
Não faças zombarias da pouca fé
dos pequeninos, a ti iguais. Né?
Eles de espírito pobres -- demais!
Não sirva-te, explorando-os mais..
Nota:
farsal = de farsa, ato ridículo, próprio de farsas
farsa = peça teatral burlesca; pode ser pantomima
especialista em falar com deus,
"profeta" de araque. Baita Sr De
pérfido sotaque. Engana a todos
e, se alguém bobear, ...até a si.
Douto -- de erudito. E a verdade,
o cara é um esquizóide renhido!
Por que será? Porque aos ínfira-
... do pensamento e do entender
basta uma palavra para se reter.
Não é preciso falar coisas e tal...
Basta dizer-se que é o maioral --
O povo entende como razão final,
para se dar-lhe no seu amor total.
E que conquista ao douto farsal!..
Ele quer dízimo, mesmo roubado.
Aquele do dosonesto ganho... Ah!
O dinheiro o que não faz!? Salvar
até a alma, segundo alguns, seria
-- com ele, ...qualquer um capaz!..
"Douto" e venerável irmão da "sé"!
Não faças zombarias da pouca fé
dos pequeninos, a ti iguais. Né?
Eles de espírito pobres -- demais!
Não sirva-te, explorando-os mais..
Nota:
farsal = de farsa, ato ridículo, próprio de farsas
farsa = peça teatral burlesca; pode ser pantomima
sábado, 5 de setembro de 2009
Kalyna e koni
Versão romântica da pátria temos;
por isso,
não a fizemos politicamente forte.
Quando cantamos
"chervona kalyna" se vergou, sentimos
o peito nosso derramar-se em prantos;
porque uma beleza, no antanho, feneceu
e, o colorido todo dela, acabou...
Depois, pedimos à rapaziada:
"rozpriahaite khlopsi koni"; então,
buscamos a solução à desventura
num sono do passado.
-- Um sono que há muito nos deixou!
Não esqueçamos a "kalyna"
nem fadiguemos os nossos "koni";
porém, lancemo-nos à luta de um combate
-- para a defesa da pátria nova,
mesmo que sem a "kalyna"
e sem os "koni".
"Koni" modernos criaremos.
Terão asas e voarão como pegasus
novas "kalyna" plantaremos
nos campos vastos da nova nação!..
09/05/2009
por isso,
não a fizemos politicamente forte.
Quando cantamos
"chervona kalyna" se vergou, sentimos
o peito nosso derramar-se em prantos;
porque uma beleza, no antanho, feneceu
e, o colorido todo dela, acabou...
Depois, pedimos à rapaziada:
"rozpriahaite khlopsi koni"; então,
buscamos a solução à desventura
num sono do passado.
-- Um sono que há muito nos deixou!
Não esqueçamos a "kalyna"
nem fadiguemos os nossos "koni";
porém, lancemo-nos à luta de um combate
-- para a defesa da pátria nova,
mesmo que sem a "kalyna"
e sem os "koni".
"Koni" modernos criaremos.
Terão asas e voarão como pegasus
novas "kalyna" plantaremos
nos campos vastos da nova nação!..
09/05/2009
Звернення до інтелектуалів України
Український словник, українська граматика та українська
лексика, не можуть бути зупинені у своїй еволюції.
Ніхто не має права такого. Мова це є найбільша спадщина
людства. Народ збагачує свою мову, тим часом як докладає
до неї нові слова, нові форми будування фрази, та нові
форми висловлення своїх ідей. І так, мова щобільше
багатішає. Візьмемо, на приклад, англійський язик --
північної америки.
У п"ятидесятих роках, 20-го століття, американський
словник нараховував близько 50 тисяч слів. А сьогодні
(півстоліття пізніше) уже має більше ніж 500 тисяч слів.
Стала мова найбагатіша у світі. Усі народи уживають її.
А лексикон її варіантний. І все що написане в цім світі,
мусить бути переписане на "американсько-англійський"
язик.
Щома Микола Опанасович
Поет за еволюцію Української мови
лексика, не можуть бути зупинені у своїй еволюції.
Ніхто не має права такого. Мова це є найбільша спадщина
людства. Народ збагачує свою мову, тим часом як докладає
до неї нові слова, нові форми будування фрази, та нові
форми висловлення своїх ідей. І так, мова щобільше
багатішає. Візьмемо, на приклад, англійський язик --
північної америки.
У п"ятидесятих роках, 20-го століття, американський
словник нараховував близько 50 тисяч слів. А сьогодні
(півстоліття пізніше) уже має більше ніж 500 тисяч слів.
Стала мова найбагатіша у світі. Усі народи уживають її.
А лексикон її варіантний. І все що написане в цім світі,
мусить бути переписане на "американсько-англійський"
язик.
Щома Микола Опанасович
Поет за еволюцію Української мови
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