A minha pátria também sente saudades.
Expressa o fato pelo termo “skuka” que,
corresponde à “saudade” do Português e,
tem a mesma intenção denotativa no seu
machucar dos corações – em auto-fuga!..
Os sentimentos, de todos os humanos,
são semelhantes, senão iguais. Diferem
apenas de intensidades, quando vividos
por seus atores pessoais. O vivenciar
dá-lhes as cores conotativas especiais!..
Ao exprimir o conteúdo de uma saudade,
o brasileiro diz: ” sinto saudades de algo”;
ucraniano, por sua vez, expressa o mesmo
dizendo: “skuchno meni stalo chomus'...”
E ambos sentem a mesma dor no coração!
“Saudade” e “skuka”
são dois termos diferentes que
expressam, do mesmo modo,
um sentimento de ausência de
algo que foi nos foi subtraido!
06/21/2010
Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Homenagem
Homenagem
aos 85 anos do Pr. Bucky!
Seus cabelos cinza-prata
abrilhantam os seus dias!
Como a luz do sol, ao meio-dia,
dão-lhe ares de poder da sabedoria.
Tenha, pois, os merecidos louros
da sua existência clara -- sem
apuros de desenganos, que os
outros tenham, porventura, percebido
na sua trajetória longa desta vida!..
De valor paciente da sabedoria
o seu coração transborda e,
a sua mente calma e fria,
decisões sapientes toma.
Valentia dos seus atos sempre aflora,
toda vez que a gente diante do novo --
do desconhecido, se depara e se apavora.
Sempre ao lado você está,
desanuviando a inglória hora!
Permaneça assim "tribuno" ousado.
Entre os grandes, você é o maior
-- seus cabelos cinza-prata
dão lhe ares de poder da sabedoria!
Sã doutrina você tem sempre seguido.
Jamais tentou transpor as táboas da lei.
Terá chegado ao fim, da sua caminhada,
como um um sensato defensor da grei!..
Vecê, com Paulo, poderá dizer:
"Jornada minha terminei, guardando a fé!"
06/17/2010
aos 85 anos do Pr. Bucky!
Seus cabelos cinza-prata
abrilhantam os seus dias!
Como a luz do sol, ao meio-dia,
dão-lhe ares de poder da sabedoria.
Tenha, pois, os merecidos louros
da sua existência clara -- sem
apuros de desenganos, que os
outros tenham, porventura, percebido
na sua trajetória longa desta vida!..
De valor paciente da sabedoria
o seu coração transborda e,
a sua mente calma e fria,
decisões sapientes toma.
Valentia dos seus atos sempre aflora,
toda vez que a gente diante do novo --
do desconhecido, se depara e se apavora.
Sempre ao lado você está,
desanuviando a inglória hora!
Permaneça assim "tribuno" ousado.
Entre os grandes, você é o maior
-- seus cabelos cinza-prata
dão lhe ares de poder da sabedoria!
Sã doutrina você tem sempre seguido.
Jamais tentou transpor as táboas da lei.
Terá chegado ao fim, da sua caminhada,
como um um sensato defensor da grei!..
Vecê, com Paulo, poderá dizer:
"Jornada minha terminei, guardando a fé!"
06/17/2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Молитва
До Тебе я лину
До Тебе я лину, немов немовля.
Життя моє журно чомусь виглядає
-- а в чім справа? Не відомно мені.
А дух мій, навіть спокою не знає!..
Бувають години, для мене сумнівні.
Та й питаюсь, чиж я існую направді,
так як виглядаю? Чи може то мрія...
Та все що мене обгортає, страшніє!
Тоді, я про Тебе гадаю... Ти знаєш,
що я не так сильний так як жадаю!..
Та все що мене до буття натискає,
тільки по волі Твоїй ось так надихає!..
А серце моє, про це знає й палає ---
на колінах, щоденно, Тебе вихваляє!
Будь ласка, мене не кидай поза межі
Твоїх пасовищ. Я хочу бути з Тобою!..
06/09/2010
До Тебе я лину, немов немовля.
Життя моє журно чомусь виглядає
-- а в чім справа? Не відомно мені.
А дух мій, навіть спокою не знає!..
Бувають години, для мене сумнівні.
Та й питаюсь, чиж я існую направді,
так як виглядаю? Чи може то мрія...
Та все що мене обгортає, страшніє!
Тоді, я про Тебе гадаю... Ти знаєш,
що я не так сильний так як жадаю!..
Та все що мене до буття натискає,
тільки по волі Твоїй ось так надихає!..
А серце моє, про це знає й палає ---
на колінах, щоденно, Тебе вихваляє!
Будь ласка, мене не кидай поза межі
Твоїх пасовищ. Я хочу бути з Тобою!..
06/09/2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Sonhos de um sentimento druso
Hum! Um lusco-fusco, das tardes que se foram,
reluze na minha mente, como se ontem fora,
e se apaga como se hoje esivesse acontecendo.
Um lusco-fusco colorido, de imaginação calada,
na despedida de mais um dia, de uma partida...
O dia que se parte, sem ter acontecido ao menos...
A sua penumbra rodeia os meus sentimentos,
que me faz recordar das coisas jamais sentidas
-- dizem que são remanescentes das manhãs,
em tempos idos de outrora, sonhadas e não vividas!
São coisas sem nexo, não são vividas. São intuidas!
No balançar, dos anos da existência de um vivente,
são torvelinhos que se abatem sobre a alma, que --
se não notados, se tranformam em reais moinhos...
Destes moinhos que triturarão a alma e até a mente!
Porém, no camninhar diário, do buscador de sonhos,
tais coisas devem permear os seus anseios difusos.
Muitas vezes, estes mundos confusos --- colossais
abismos, são os que infundem a verdade aos intrusos.
Aqueles que se acham impelidos a sentirem-se drusos.
06/08/2010
reluze na minha mente, como se ontem fora,
e se apaga como se hoje esivesse acontecendo.
Um lusco-fusco colorido, de imaginação calada,
na despedida de mais um dia, de uma partida...
O dia que se parte, sem ter acontecido ao menos...
A sua penumbra rodeia os meus sentimentos,
que me faz recordar das coisas jamais sentidas
-- dizem que são remanescentes das manhãs,
em tempos idos de outrora, sonhadas e não vividas!
São coisas sem nexo, não são vividas. São intuidas!
No balançar, dos anos da existência de um vivente,
são torvelinhos que se abatem sobre a alma, que --
se não notados, se tranformam em reais moinhos...
Destes moinhos que triturarão a alma e até a mente!
Porém, no camninhar diário, do buscador de sonhos,
tais coisas devem permear os seus anseios difusos.
Muitas vezes, estes mundos confusos --- colossais
abismos, são os que infundem a verdade aos intrusos.
Aqueles que se acham impelidos a sentirem-se drusos.
06/08/2010
sábado, 5 de junho de 2010
Às mentes parasitárias
Aos poderosos do mundo, um prato cheio,
o conceito da beneplacência comunitária...
Estabelece o sedentarismo socialmente aceito,
que modera os movimentos de cunho social!
Embora, na sua essência, seja um parasitismo,
que mitiga as existências no conjunto global –
A comunidade inculca, na mente sem “sorte”,
uma predestinação aceitável... – Quase fatal!..
– Não poderia haver uma ferramenta melhor,
para se controlar a riqueza do mundo. Que tal,
desfrutarmos das coisas, sem nos determos
em sistemas de proteção do acumulado social?
A noção comunitária de se sentir parte dela –
na verdade, não passa de um parasitismo aceito
– para “viver”, sobrevivendo à custa de outrem...
E sentir-se satisfeito, sem aperceber-se um rejeito.
Aniquila-se o “Ego” de um possível vencedor e,
em troca, dá-se-lhe o “nós cumunidade”, nivelado
pela base, de um “insigne” dependente social...
E, por cima, camuflando-o num berçário de amor!
Sim, Senhor!.. – Nós humanos, assim somos...
Construimos nossos castelos. Podem ser de vime,
de preciosas pedrarias. Enfeitamos com as idéias,
que nos fazem sentir-nos mais. – E os outros, tais?
Estes, podem ser nossos rivais. Outros, apenas tais!
Serão comunidades... -- Abastecidas de conceitos,
válidos em termos insuspeitos, de fins predestinados,
que alimentam as parasitárias mentes obstinadas...
Alguns dirão:
“De algum jeito, todos são predestinados!”
Pois que se viva, do modo que se tenha encontrado!
O conceito de comunidade,
tem-nos o peso social diminuido,
por ter congelado -- no nascedouro,
o germe do “revoltado”, que
poderia ter-nos destruido!..
06/05/2010
o conceito da beneplacência comunitária...
Estabelece o sedentarismo socialmente aceito,
que modera os movimentos de cunho social!
Embora, na sua essência, seja um parasitismo,
que mitiga as existências no conjunto global –
A comunidade inculca, na mente sem “sorte”,
uma predestinação aceitável... – Quase fatal!..
– Não poderia haver uma ferramenta melhor,
para se controlar a riqueza do mundo. Que tal,
desfrutarmos das coisas, sem nos determos
em sistemas de proteção do acumulado social?
A noção comunitária de se sentir parte dela –
na verdade, não passa de um parasitismo aceito
– para “viver”, sobrevivendo à custa de outrem...
E sentir-se satisfeito, sem aperceber-se um rejeito.
Aniquila-se o “Ego” de um possível vencedor e,
em troca, dá-se-lhe o “nós cumunidade”, nivelado
pela base, de um “insigne” dependente social...
E, por cima, camuflando-o num berçário de amor!
Sim, Senhor!.. – Nós humanos, assim somos...
Construimos nossos castelos. Podem ser de vime,
de preciosas pedrarias. Enfeitamos com as idéias,
que nos fazem sentir-nos mais. – E os outros, tais?
Estes, podem ser nossos rivais. Outros, apenas tais!
Serão comunidades... -- Abastecidas de conceitos,
válidos em termos insuspeitos, de fins predestinados,
que alimentam as parasitárias mentes obstinadas...
Alguns dirão:
“De algum jeito, todos são predestinados!”
Pois que se viva, do modo que se tenha encontrado!
O conceito de comunidade,
tem-nos o peso social diminuido,
por ter congelado -- no nascedouro,
o germe do “revoltado”, que
poderia ter-nos destruido!..
06/05/2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Чогож бажаєш
Края, якого ти не будував,
чому бажаєш розірвати?
Казав мені, один суперник твій,
що ти здурів, таж і не знаєш!..
Скажи мені чого бажаєш, та
і за чим біжиш, та що шукаєш?
-- А може, ти й сам не знаєш...
Ось, поки іще не пізно, зупинися!
До свого серця руку приклади,
та й послухай його биття: ... Чи --
не пульсує воно козачим духом?
То, схаменися, поки іще не пізно
-- бо завтра, вонож тебе і зрадить,
так як ти зрадником стаєш йому.
Тебе не буду я учити. Зрозумій!..
Неправду, для народа, як посієш,
пожнеш невигоду на свій устрій.
Тодіж пізно розташуватися і буде,
бож сам посіяв ти собі неспокій!
-- Края, якого народ щиро бажає;
Чого ти, з неповажністю, руйнуєш?
Чи може серце твоє збунтоване,
тебе чомусь бунтує...
І ти, бузумно
-- як відбиток його незгоди,
відбитися задумався
над життям всього народа.
-- "Stop" зараз. Досить нам горя!
06/01/2010
чому бажаєш розірвати?
Казав мені, один суперник твій,
що ти здурів, таж і не знаєш!..
Скажи мені чого бажаєш, та
і за чим біжиш, та що шукаєш?
-- А може, ти й сам не знаєш...
Ось, поки іще не пізно, зупинися!
До свого серця руку приклади,
та й послухай його биття: ... Чи --
не пульсує воно козачим духом?
То, схаменися, поки іще не пізно
-- бо завтра, вонож тебе і зрадить,
так як ти зрадником стаєш йому.
Тебе не буду я учити. Зрозумій!..
Неправду, для народа, як посієш,
пожнеш невигоду на свій устрій.
Тодіж пізно розташуватися і буде,
бож сам посіяв ти собі неспокій!
-- Края, якого народ щиро бажає;
Чого ти, з неповажністю, руйнуєш?
Чи може серце твоє збунтоване,
тебе чомусь бунтує...
І ти, бузумно
-- як відбиток його незгоди,
відбитися задумався
над життям всього народа.
-- "Stop" зараз. Досить нам горя!
06/01/2010
domingo, 30 de maio de 2010
Terras estranhas
Terras estranhas para mim... que,
de repente, se tornaram minhas... E,
encantaram totalmente os meus dias
e me fizeram ver as coisas,
de modos muito diferentes,
das coisas que os meus olhos antes viam.
O frio não mais frio se me apercebia,
o calor não mais queimava as minhas faces
e as insônias, das noites que eu não dormia,
não mais faziam falta. Elas, agora, só me sorriam!
Por vezes, iam embora;
por vezes, ao lado, comigo dormiam.
E a poeira, que vagueia pelos espaços,
não mais perturba os meus dias de pensamento
– mais me inspira, insinuando-se pelas narinas,
coceiras provocando nas minhas ideias...
Que eu consigo as guardar num lenço de papel,
para que a posteridade, delas nem saiba a existência.
Assim procedo eu... Assim, me diz a sã prudência.
05/29/2010
de repente, se tornaram minhas... E,
encantaram totalmente os meus dias
e me fizeram ver as coisas,
de modos muito diferentes,
das coisas que os meus olhos antes viam.
O frio não mais frio se me apercebia,
o calor não mais queimava as minhas faces
e as insônias, das noites que eu não dormia,
não mais faziam falta. Elas, agora, só me sorriam!
Por vezes, iam embora;
por vezes, ao lado, comigo dormiam.
E a poeira, que vagueia pelos espaços,
não mais perturba os meus dias de pensamento
– mais me inspira, insinuando-se pelas narinas,
coceiras provocando nas minhas ideias...
Que eu consigo as guardar num lenço de papel,
para que a posteridade, delas nem saiba a existência.
Assim procedo eu... Assim, me diz a sã prudência.
05/29/2010
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