quinta-feira, 8 de julho de 2010

Somos irmãos

Se eu não fosse teu irmão na fé,
tu não serias, irmão meu, também.

Pois então, não me maltrates
calúnias tecendo --- dizendo que,
dentre os escolhidos do Senhor,
escolhido melhor foste tu. E eu,
apenas um espartano inglório, vivo
abstendo-me de tudo da "obreria"
na "ecclesial" de humanos confraria.

Não busco justificar-me de modo algum.
Digo apenas, que o meu pensamento
--- de há muito, "obriga"-me a explicitar
uma idéia, não muito agradável, que é:
tu és um daqueles de "mestre" metidos.
Que te achas ser o maior dos "vertidos";
na expressão mais comum: convertidos.

Sendo assim, ninguém vez pode ter
onde os teus pés pisam o chão. Assim,
para todos da grei de confrades, tu és --
isto eu não nego, não! -- um insigne irmão!
Tu és, nada mais, nada menos, que um
"cesar" pequeno de um rebanho de anãos.
Todos devem ser apenas seus "irmãos"!..

Queres tu fazer tudo por todos.
Não confias em ninguém!.. E aqui,
para terminar, digo só: "amém".

NOTA:
obreria = Task of a workman,
Money destined for the repairs of a church.

07/07/2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Bater cabeça

Bater cabeça contra o muro
só por rehaver um patrimônio.
Assim, não dá. Não dá!..

Fui convidado --
vejam p'ra que tarefa.
Seria eu um tolo, por completo,
se aceitasse a proposta
de fazer frente ao "soberano",
da já desfeita e combalida
irmandade de póstergos da fé.
Um dia se compraziam,
na unidade comunitária de
irmãos seletos do Meste, e hoje
se degladiam, sem uma causa,
por uma pretensa defesa da fé...

Dois líderes se degladiam.
A liderança, na verdade, dos dois,
nenhum possui!.. O que de fato
claro se percebe,
quando de longe se obeserva,
que o enlance entre os irmãos
cada vez mais se enfraquece...
A comunhão entre os irmãos se desvanece.
O pretenso "soberano", dos poucos
que restam ainda nos átrios da fé,
também se afunda nos incautos e nos
imprudentes atos das pisadas do seu pé.

Onde está o amor primeiro do Evangelho?
Onde está a base da sã doutrina da sua fé?
Um é octagenário... O outro, inda noviço ---
Que "diacho"! os dois buscam?...
--- E dizem, que o que fazem
o fazem em nome de santa fé.
Um quer ver a ruina do outro...
O outro, deseja a ruina do primeiro.

--- Eu, um simples observador,
me ponho de sobreaviso:
Nestes versos improvisados
exponho o fato, tal como se me apresenta
--- um encontro de dois "bodes" teimando,
cada qual, querendo atravessar uma pinguela.
A pinguela só dá passagem para um,
desde que por ela passe com cuidado,
de modo prudente e com paciência...
Pelo visto, nenhum, dos dois, os antributos tem.
--- Ambos deverão cair no ribeirão da incerteza...
Não quero envolver-me com tanta estupidez.
Tomar parte em qualquer dos lados,
seria apenas uma minha insensatez!

No final das contas,
a luta se dá apenas por um patrimônio.
Bater cabeça contra o muro
só para ficar com as paredes de um templo.
Assim, não dá. Não dá!..
Fui convidado -- vejam para que tarefa!
Seria eu um tolo, por completo,
se aceitasse a proposta
de fazer frente ao "soberano",
da já desfeita e combalida
irmandade de póstergos da fé.

07/05/2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Три крапки

Три крапки
--- одна за одною,
стоять як сторожа
що береже щось для
тільки свойого спокою.

Савицька сказала:
три точки то крапки
що показують паузу
якихсь то ідей ---
а може й союзу багатьох ідей
що можуть, як обнароднені,
сполучити, між собою, безсилу
людей та їхніх особистих ідей!..

Знак перепину
незакінченої думки.
Та може й чекання додаткових слів
від якогось знавця. Часами й буває
що заговір нам спостерігає:
Подумай ще трохи,
не спішно гуляй ---
незакінчену думку роздумай наново
абож краще, з початку починай!..

Три крапки.
Три точки...
Воно все одно.
Як стоять одна за одною,
то щось нам нагадують
--- подібно подумай іще раз!
Бо іначе,
потонеш на дно...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Aqui não há neve

Hoje, como em todos os dias anteriores,
a neve aqui não caiu. Aqui, não há neve!
O verão aqui é eterno e o sol brilha sempre.
Por que, então, eu quis falar de neve?..
--- Não sei!... Deu-me uma vontade louca
de conversar, comigo mesmo, a respeito
de algo que fosse diferente de todos os dias.
Encontrei o assunto: a respeito da neve...

Dizem que a neve é gelada e que, ao ser
atritada, entre as mãos, ela aquece a pele.
Bem entendido, aquece a pele das mãos!..
Talvez, se atritasse os corações humanos,
pudesse aquecer as relações entre os irmãos.
Talvez, se pudesse, as coisas seriam tais
que os mal-entendidos derretessem assim
como derretem os flocos de neve nas mãos.

Eu já senti o calor da neve, cobrindo as faces
e as minhas bochechas... Era criança então.
Brincava de bola de neve. Não aquela, de hoje,
a Bola-de-Neve, lotada de chamados "irmãos"!
Estariam ali reunidos aqueles, do tipo sorvete,
que refrescam a vida dos procuradores de algo
que não encontram de modo mais "clean"...
Não? Então já perdi-me, esfregando as mãos!..

Hoje, como em todos os dias anteriores,
a neve aqui não caiu. Aqui, não há neve!
O verão aqui é eterno e o sol brilha sempre.
Para que serve, então, a Bola-de-Neve, irmão?

06/30/2010

Aqui não há neve

Hoje, como em todos os dias anteriores,
a neve aqui não caiu. Aqui, não há neve!
O verão aqui é eterno e o sol brilha sempre.
Por que, então, eu quis falar de neve?..
--- Não sei!... Deu-me uma vontade louca
de conversar, comigo mesmo, a respeito
de algo que fosse diferente de todos os dias.
Encontrei o assunto: a respeito da neve...

Dizem que a neve é gelada e que, ao ser
atritada, entre as mãos, ela aquece a pele.
Bem entendido, aquece a pele das mãos!..
Talvez, se atritasse os corações humanos,
pudesse aquecer as relações entre os irmãos.
Talvez, se pudesse, as coisas seriam tais
que os mal-entendidos derretessem assim
como derretem os flocos de neve nas mãos.

Eu já senti o calor da neve, cobrindo as faces
e as minhas bochechas... Era criança então.
Brincava de bola de neve. Não aquela, de hoje,
a Bola-de-Neve, lotada de chamados "irmãos"!
Estariam ali reunidos aqueles, do tipo sorvete,
que refrescam a vida dos procuradores de algo
que não encontram de modo mais "clean"...
Não? Então já perdi-me, esfregando as mãos!..

Hoje, como em todos os dias anteriores,
a neve aqui não caiu. Aqui, não há neve!
O verão aqui é eterno e o sol brilha sempre.
Para que serve, então, a Bola-de-Neve, irmão?

06/30/2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Skuka e saudade

Skuka e saudade
Mykola Szoma
Poeta ucraniano no Brasil
06/21/2010

Переклав, із португалської, Щома Микола
Український поет в Бразилії -- Mykola Szoma

Скука й савдади

Моя країна також скучає дуже, та й
вимовляє цей факт словом "скука";
що в португалській мові, "савдади"
той самий намір позначає як ранить
--- у своїм позбутті, серце людини!..

Всі почуття, усіх людей земної кулі,
мають повну подібність у собі, лиш
відрізняються інтенсивністю буття...
Кожен актор щось має своє в житті!
Таким і кольорує усе своє звітання.

Тоді, як обнародує суть своєї скуки,
бразилієць каже: "савдадис сінто...";
а українець, теж саме вимовляючи,
каже: "скучно мені стало чомусь..."!
Та обидва однаку біль у серці чують.

"Савдади" й "скука"
-- двоє слів відмітних в своїй промові,
що означають одну і ту же суть душі,
коли показують про щось позбуте...
Те що було кохане й любе у житті!..

06/26/2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Наша доля у нашій волі

Чомусь сумують наші люди.
--- Чиж не забули, що є сини
вони великих предків?
Потомки святих династій ---
котрі лишили нам, як заповіт,
лиш спомин про розгон
племен алянських пір...
Та й збудували з Києм,
від Дунаю побережжя
аж до моря Азовського,
новий і могутьний двір!
Легендарний спомин
полянського князя, нехай
стане фортецею життя
для городищя нашої країни!
А Старокиївська гора хай
відбудує нам нові святині...
Чомусь сумують наші люди.
--- Відбудувати!.. Чи може,
за те що наше, ми боротися
та відновити вже і забули?..
Споруда наша, є сила віри,
та кров яка кипить у грудях.
А як серце відчуває тяжкість,
то тільки завирюха волі
нас доведе до правди долі!
Нам пращури сказали що,
наша доля уся у нашій волі!..

06/21/2010