terça-feira, 8 de outubro de 2013

Сокол

Сокол співав самотьній:
Задумався що він один
Та й сумувати --
серденько заболіло,
чомусь схотілося йому.

Один у світі.
Без рідного слова;
Як порошинка,
під вітром гуляє.
Колись був дитинка,
Кохав, був коханий;
Не забув він. Пам'ятає!

Тепер далеко від своїх,
Чомусь нудьгується душа
-- Дрібна надія...
Повсюду неподія та
несутність спостерігають
Як скасувати -- в нім
послідню краплинку --
його буття.

Сокол співав. Засумував.
Замовк. Згадав минуле...
Серденько заболіло.
Схилив голівоньку, --
В журбі своїй,
мрії не досяжні обійняв!

Сокол самотьній відійшов.
Співати перестав.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Любима хвилина

Любима була та хвилина
коли породила мене мати;
В біленькі пилюшки сповивала
Та й частенько, до свого серця,
свокійно мене пригортала. Кохала!
Співала... плакала... й Кохала!..

Гармати ще не гуркотіли.
Надворі ясени цвіли зелені
А в хаті, все до ладу,
Дідусь, бабуся, -- Смакують
капусту з огірками...
Хай рідні всі будуть здорові
Життя нове, як все в обнові!

Отак прийшов я в цей світ.
Не вмів ходити поміж столами,
Не знав що діброви ростуть серед степу
Що з дубових лісів вилітає -- як змій,
Перелесник у червонім жупані,
Чорні брови, буйно розвіяний волос,
Як хвиля широкого моря
в собі сховує серця дівчат.

Цього ж мати мені не казала.
Не хотіла щоб я знав...
Що таке в світі існує, та
Щоб я з ним не з’єднавсь!

Добре мамонька зробила.
Днями й ночами мене кохала.
Як верба в степу засохла,
Моя доля, до чужого барлога
мене (в сіт) загнала.

sábado, 5 de outubro de 2013

Marta Tarnavska Teodoziyivna

Marta Tarnavska Teodoziyivna (1930, ?)
Em 1949 mudou-se para os Estados Unidos.
Марта Тарнавська Теодозіївна – Запрошення
Trasução do ucraniano, por Mykola Szoma

Convite

Ó, meu príncipe,
Onde estarás tu,
No teu cavalo branco?
(A lua nova
encanta já a tarde
e o coração esperançoso,
com suas janelas abertas,
recebe de novo a angústia
da juvenude).

Poderias apertar-me
ao teu ombro acolhedor?
E levar-me contigo
além dos espaços siderais,
Para que, como uma estrela
eu pudesse encontrar-me --
E todo o meu amor por ti.

Ao menos por um instante,
arranque-me da terra
para que eu possa -- feito
Uma menina -- na ilusão,
Em uma nave navegando,
Iniciar, de novo,
A minha caminhada...

Buscando a grinalda,
o coração arde e padece:
Tingiu de infâmia a fantasia.
Terei coragem e resistência,
meu príncipe, partir contigo?

Assim diz o Senhor

Porque não és gélido
nem quente; Vomitar-te-ei
da minha boca...

Não deixarei que tu sentes
ao meu lado
Nem que tu comas
da minha comida;

Porque tu és indifernte
eu não te conheço,
Jamais contigo
-- por pouco que seja,
partilharei o meu tempo!

Porque tu és indiferente:
covarde, inseguro,
No livro da Vida,
O teu nome não assentarei!

Lançar-te-ei ao fogo eterno
-- o fogo inextingível;
Pela eternidade toda, de ti
Jamais eu lembrarei!

Assim disse o Senhor
dos exércitos...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Ela é tia

Ela é tia...
Mas é de maresia
a sua freguesia.

Navega pelos mares secos
procurando -- Vê se acha
algumas gotas de
tempestade... Diz:
"quero montar uma
sinfônica jornada
de sons felizes -- que sejam
uma compacta sinfonia..." É!
Assim ela, que é tia, dizia.
-- Ela é tia,
do mar sem águas,
O que restou da própria maresia.

Ela é tia
esparrama gotas
de acri-doce sabor,
dos respingos das ondas
já desonduladas,
dos secos mares;
Em outros tempos:
navegados por sonhadores
-- Eram senhores
das idéias dos outros:
seus fieis e devedores.
Navegadores não eram,
Também não eram preletores
-- Nos mares turbulentos navegavam
e diziam que tesouros buscavam,
Além dos horizontes; nunca achavam.
Histórias de tufões,
ao som de maresias silentes,
narravam. Todos acreditavam!
Eram eles navegantes.
Errantes...
Farsantes...
Interessantes...
Contavam histórias de maresias
dos mares de águas salgadas --
Hoje são rios apenas:
Susbsistem, graças às tias de maresias
-- resquícios, nos mares secos,
de que eram corpos aquosos de antes.

domingo, 29 de setembro de 2013

A portada da janela

Je bous d'impatience,
ça ne va plus très bien
-- Na portada da janela
De coruja, ouço bicadas
É a Coruja de Minerva
que, por razões ignotas
Transferir quer
-- lá de Atenas
Para a distante China,
da sua mãe os olhos...

O tempo surpreendeu-a
com uma neblina; Então
ela pediu um conselho,
Na portada simples
da minha janela.

Respondi-lhe:
Siga firme,
Que a China é bela...

De agora em diante --
É conselheira para todos,
A portada da minha janela!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uma coruja

Uma coruja pousou
no parapeito da janela
-- Um peitoril da vida
do observador atento;
Que busca encontar,
entre os escombros,
o mito existencial.
O mito de todos nós --
de qualquer jeito...

Por entre os dedos
-- dos seus espaços,
Peneira fatos
como lhe aprouver...
Sem dar satisfação
a quem a peça;
Transmuda caos
em harmonia de sons
de uma sinfonia
germânica qualquer.

Uma coruja pousou
no parapeito da janela.
Ouviu acordes desses sons
-- gostou!..
Cantar não soube, mas
Sugeriu uma fermata,
com suspensão do tempo;
E o compasso, enfim,
a todos agradou...
É a coruja regendo
a partitura --
Aquela que o Colombo,
em seu quarteto,
com maestria espanhola,
solenemente "desenhou"!

A coruja pousou
no parapeito da janela
E, ao sabor do seu desjo,
o mundo todo mudou!..