A orgulhosa Lua, branca e formosa.
Caminha pelas clareiras das montanhas
Seu charme esparge. É toda garbosa!..
No seio das matas. Atravessa oceanos:
-- Conduzindo regatas --
De barcos à vela...
Escrevendo uma história singela
de quem se aventura a enfrentar
as ondas do mar e as suas procelas.
Como se raios de luz vomitasse,
A Lua serena desliza e, num passe,
dos ventos enfrenta o boicote:
Esconde seu pálido rosto
por detrás das montanhas
-- De lá ressurgirá,
Em forma de uma dobradura do tsuru
Para imitar o grou
que um dia a enganou!.. Esqueceu e
Os seus raios luzentes abandonou!
A Lua garbosa, de grande encolheu
Despediu-se da noite... Parecia
uma princesa -- Saindo da corte e
deixando a nobreza, se escondeu:
Por trás das montanhas,
Atravessou os oceanos... Para
Conduzir as regatas de barcos à vela.
A Lua branca e formosa,
com sua pálida face singela,
Serenou o meu coração!
Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
domingo, 13 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
Sorrisos perdidos
Estrela encantada brilhava no céu.
Sorrisos perdidos -- no espaço,
vagavam sem véu. Não eram sorrisos;
Eram só risos concisos
-- de ágeis sobreavisos que
flutuavam incisos em faixas
extensas, estendidas ao léu.
Diziam: 'Na beira do mar --
sentada está, uma Quimera
lançando fogo pelas narinas!"
Quem dera-me vê-la, um dia.
Oh, se eu pudera!..
Na beira do mar,
sentada sem lar, a chorar.
-- Estava ela só, a chorar...
Sem ninguém. Observando a Lua --
navegando entre as nuvens,
Talvez, procurando a Quimera,
para com ela as suas mágoas
amenizar ou dissipar.
Ou delas se livrar!..
Encantada, na calada da solidão,
Na beira do mar, a sós a chorar!
Brilhava a estrela, clareava o mar
Viajando a Lua, buscava a Quimera
-- pretendia a dor partilhar:
Com ela que,
sentada à beira do mar,
Espargia sorrisos
sobre as ondas do mar.
Sorrisos perdidos -- no espaço,
vagavam sem véu. Não eram sorrisos;
Eram só risos concisos
-- de ágeis sobreavisos que
flutuavam incisos em faixas
extensas, estendidas ao léu.
Diziam: 'Na beira do mar --
sentada está, uma Quimera
lançando fogo pelas narinas!"
Quem dera-me vê-la, um dia.
Oh, se eu pudera!..
Na beira do mar,
sentada sem lar, a chorar.
-- Estava ela só, a chorar...
Sem ninguém. Observando a Lua --
navegando entre as nuvens,
Talvez, procurando a Quimera,
para com ela as suas mágoas
amenizar ou dissipar.
Ou delas se livrar!..
Encantada, na calada da solidão,
Na beira do mar, a sós a chorar!
Brilhava a estrela, clareava o mar
Viajando a Lua, buscava a Quimera
-- pretendia a dor partilhar:
Com ela que,
sentada à beira do mar,
Espargia sorrisos
sobre as ondas do mar.
Madeiro em forma de cruz
Madeiro talhado em forma de cruz;
Ao cume do Monte Calvário,
Tu a levaste, Jesus!
De sangue e suor
cinzelaste a Tua fronte...
Fatigaste os joelhos,
os pés machucaste
-- No longo caminho que fizeste
para, sobre o madeiro
em forma cruz, emfim, repousar.
Maria Madalena, ao pé da cruz.
João! -- "De agora em diante,
esta será a tua mãe. Maria! --
este será o filho teu..."
João e Maria, em mãos sentiram
o coração despedaçado...
Fitavam o sangue de Jesus verter:
Os soldados romanos traspassaram
-- Com a lança de um infante,
o lado e o coração de Jesus.
O "crucifragium" não se lhes deu:
Os romanos viram
que Jesus já estava morto --
Foi traspassado, verteu Seu sangue,
Nenhum de Seus ossos, como previsto,
poderia ser quebrado...
"Eis o Cordeiro de Deus".
Segundo Zacarias:
"Olharão para mim,
a quem traspassaram"...
"...e prantearão sobre ele,
como quem pranteia pelo filho;
e chorarão amargamente por ele,
como quem chora amargamente
pelo seu primogênito."
E fitavam a Jesus verter o seu sangue
E aos romanos, de bárbaros trajados,
seu ódio despejar sobre o cordeiro
... esvaído e exangue.
Colina toda espovida, em si fechou-se!
Do verde a cor fugiu,
Os ceus escureceram;
Tornou-se a noite, o pleno dia;
Tremeu a Terra -- Os rios,
em lágrimas se irromperam.
Ao Filho do Criador,
as suas homenagens últimas renderam!..
Ali no alto da Colina,
distante da cidade --
Numa caveira, fincado um madeiro
em forma de cruz e nele cravado,
de braços abertos,
agonizava os seus últimos suspiros
-- o Filho de Deus, o homem Jesus!
Ao cume do Monte Calvário,
Tu a levaste, Jesus!
De sangue e suor
cinzelaste a Tua fronte...
Fatigaste os joelhos,
os pés machucaste
-- No longo caminho que fizeste
para, sobre o madeiro
em forma cruz, emfim, repousar.
Maria Madalena, ao pé da cruz.
João! -- "De agora em diante,
esta será a tua mãe. Maria! --
este será o filho teu..."
João e Maria, em mãos sentiram
o coração despedaçado...
Fitavam o sangue de Jesus verter:
Os soldados romanos traspassaram
-- Com a lança de um infante,
o lado e o coração de Jesus.
O "crucifragium" não se lhes deu:
Os romanos viram
que Jesus já estava morto --
Foi traspassado, verteu Seu sangue,
Nenhum de Seus ossos, como previsto,
poderia ser quebrado...
"Eis o Cordeiro de Deus".
Segundo Zacarias:
"Olharão para mim,
a quem traspassaram"...
"...e prantearão sobre ele,
como quem pranteia pelo filho;
e chorarão amargamente por ele,
como quem chora amargamente
pelo seu primogênito."
E fitavam a Jesus verter o seu sangue
E aos romanos, de bárbaros trajados,
seu ódio despejar sobre o cordeiro
... esvaído e exangue.
Colina toda espovida, em si fechou-se!
Do verde a cor fugiu,
Os ceus escureceram;
Tornou-se a noite, o pleno dia;
Tremeu a Terra -- Os rios,
em lágrimas se irromperam.
Ao Filho do Criador,
as suas homenagens últimas renderam!..
Ali no alto da Colina,
distante da cidade --
Numa caveira, fincado um madeiro
em forma de cruz e nele cravado,
de braços abertos,
agonizava os seus últimos suspiros
-- o Filho de Deus, o homem Jesus!
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
O Maravilhoso Jesus
Da cicuta da vida, o suco amargo bebeste;
Mergulhaste na inglória existência humana!
Entre os homens, te fizeste um carpinteiro
Com mãos "calejadas" de fome e de sede,
O peso de um sono de insônia viveste --
As dores das dores humanas provaste.
Qual um, dentre nós, te bateste:
Entre astúcias, mentiras e conchavos,
Quiseram manchar o teu nome. Não deram-se!
Mais forte que tudo, foi o teu nome:
Maravilhoso, Conselheiro Deus forte,
Pai da eternidade e Príncipe da Paz!
Porém, não te ouviram... Levaram-te à cruz
Disseram: "Aqui está crucificado Jesus"...
Mais uma vez padeceste... Calvário pisaste
Verteste o teu sangue. Provaste ser Jesus!
Água em vinho transformaste. E hoje
és tu a nossa vida e a nossa luz...
-- Na cruz, a morte derrotaste!
Provaste mais uma vez, que
Só tu és o Filho de Deus
O Maravilhoso Jesus!..
Mergulhaste na inglória existência humana!
Entre os homens, te fizeste um carpinteiro
Com mãos "calejadas" de fome e de sede,
O peso de um sono de insônia viveste --
As dores das dores humanas provaste.
Qual um, dentre nós, te bateste:
Entre astúcias, mentiras e conchavos,
Quiseram manchar o teu nome. Não deram-se!
Mais forte que tudo, foi o teu nome:
Maravilhoso, Conselheiro Deus forte,
Pai da eternidade e Príncipe da Paz!
Porém, não te ouviram... Levaram-te à cruz
Disseram: "Aqui está crucificado Jesus"...
Mais uma vez padeceste... Calvário pisaste
Verteste o teu sangue. Provaste ser Jesus!
Água em vinho transformaste. E hoje
és tu a nossa vida e a nossa luz...
-- Na cruz, a morte derrotaste!
Provaste mais uma vez, que
Só tu és o Filho de Deus
O Maravilhoso Jesus!..
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Pedro
E Pedro andou sobre as águas.
Não eram águas comuns;
Eram as águas do mar da Galiléia.
Um luar iluminava as suas ondas,
Os galos ainda não tinham cantado,
O Mestre não se dera ao sono
-- o Pedro sentiu-se apavorado...
Nas águas marulhentas do mar
Temeu ele de se ver afogado!
O mar encapelado da Galiléia
tornou-se ainda mais encapelado!..
Se a lua era cheia, dizer não sei,
Mas via-se -- ao longe,
mergulho de peixes se distraindo;
Com suas cambalhotas, as hidras,
de alvos braços,
contra o barco se insurgindo...
E Pedro temeu...
Temeu nas ondas do mar da Galiléia,
Nos braços de uma estrela-do-mar ou
Nos braços de uma marinha centopéia
-- seus dias terminar.
Escureceu!
Estrela cadente lá do ceu despencou!
Pedro andou e desandou...
Temeu as ondas do mar da Galiléia...
Ao som das tempestades,
sob a luz do clarão relampejante,
nas penumbras do medo tombou.
E Pedro clamou: "Mestre! A sorte má,
de mim zombou!.." E Pedro soçobrou.
Pedro andou sobre as águas,
enquanto o galo ainda não cantou...
Não eram águas comuns;
Eram as águas do mar da Galiléia.
Um luar iluminava as suas ondas,
Os galos ainda não tinham cantado,
O Mestre não se dera ao sono
-- o Pedro sentiu-se apavorado...
Nas águas marulhentas do mar
Temeu ele de se ver afogado!
O mar encapelado da Galiléia
tornou-se ainda mais encapelado!..
Se a lua era cheia, dizer não sei,
Mas via-se -- ao longe,
mergulho de peixes se distraindo;
Com suas cambalhotas, as hidras,
de alvos braços,
contra o barco se insurgindo...
E Pedro temeu...
Temeu nas ondas do mar da Galiléia,
Nos braços de uma estrela-do-mar ou
Nos braços de uma marinha centopéia
-- seus dias terminar.
Escureceu!
Estrela cadente lá do ceu despencou!
Pedro andou e desandou...
Temeu as ondas do mar da Galiléia...
Ao som das tempestades,
sob a luz do clarão relampejante,
nas penumbras do medo tombou.
E Pedro clamou: "Mestre! A sorte má,
de mim zombou!.." E Pedro soçobrou.
Pedro andou sobre as águas,
enquanto o galo ainda não cantou...
Вона не прозувала
Вона не прозувала.
Пропозиції про щось
-- хоч будь-яке, не мала.
Лишень співала,
пісню чужу;
Своєї ж бо не знала!
Ось так казала:
"Полетіли журавлі,
В чужому краю скатувались.
Від чого -- вони не знали,
Назавжди заховались.
Боялися свого й себе боялись.
В чужім краю, словом чужим --
Смішно, самі з собою,
із себе саміх сміялись."
Ось так вона співала.
Прозово не говорила,
та віршів не підбірала
-- Казала все що вітер
навіював її. І це, як тільки
-- раненько, на ноги вставала.
Хата її, на краю села стояла.
А там вітер крила ламає,
бунтує дерева: Високі тополі
додолу згинає. Та й журавлям
спокою не дає -- В край чужий
(по неволі) їх виганяє!
Тоді дівчина, що не прозує,
вісеньку про жіравлів співає:
"Полетіли журавлі,
В чужому краю скатувались.
Смішно, самі з собою,
із себе саміх сміялись."
Пропозиції про щось
-- хоч будь-яке, не мала.
Лишень співала,
пісню чужу;
Своєї ж бо не знала!
Ось так казала:
"Полетіли журавлі,
В чужому краю скатувались.
Від чого -- вони не знали,
Назавжди заховались.
Боялися свого й себе боялись.
В чужім краю, словом чужим --
Смішно, самі з собою,
із себе саміх сміялись."
Ось так вона співала.
Прозово не говорила,
та віршів не підбірала
-- Казала все що вітер
навіював її. І це, як тільки
-- раненько, на ноги вставала.
Хата її, на краю села стояла.
А там вітер крила ламає,
бунтує дерева: Високі тополі
додолу згинає. Та й журавлям
спокою не дає -- В край чужий
(по неволі) їх виганяє!
Тоді дівчина, що не прозує,
вісеньку про жіравлів співає:
"Полетіли журавлі,
В чужому краю скатувались.
Смішно, самі з собою,
із себе саміх сміялись."
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O dia esmoreceu
Do mar, a ondas adormeceram.
Do ceu, o azul escureceu.
Caiu a noite nebulosa e,
Com seus abraços,
a tudo envolveu.
O dia, que um dia era --
entardeceu, esmoreceu...
Morreu!
O dia cansou de ser iluminado --
Trocou a sua luz pela sombria noite.
Quiz esquecer o bem tanto espalhado,
ao som da ventania e dos tufões;
Quiz sepultar-se por si próprio,
Pra repousar nas surdas noites
dos holofotes artificiais!..
Do mar, as ondas acordaram.
Do ceu, o azul tornou-se mais azul.
A noite nebulosa despediu-se;
Não pode observar os funerais do dia,
Tamanha era a sua agonia:
Ter de observar a morte
daquele em quem
toda a sua existência consistia!
Então, o dia não mais morreu!
Mais uma vez, a noite venceu!
Do ceu, o azul escureceu.
Caiu a noite nebulosa e,
Com seus abraços,
a tudo envolveu.
O dia, que um dia era --
entardeceu, esmoreceu...
Morreu!
O dia cansou de ser iluminado --
Trocou a sua luz pela sombria noite.
Quiz esquecer o bem tanto espalhado,
ao som da ventania e dos tufões;
Quiz sepultar-se por si próprio,
Pra repousar nas surdas noites
dos holofotes artificiais!..
Do mar, as ondas acordaram.
Do ceu, o azul tornou-se mais azul.
A noite nebulosa despediu-se;
Não pode observar os funerais do dia,
Tamanha era a sua agonia:
Ter de observar a morte
daquele em quem
toda a sua existência consistia!
Então, o dia não mais morreu!
Mais uma vez, a noite venceu!
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