Aqui publicarei os meus escritos ---- versos, poemas e poemetos.
Fico grato, desde já, se você se dignar a lê-los. Ao menos, levemente.
Ao seu dispor, agora e eternamente.
Mykola Szoma
sábado, 30 de novembro de 2013
Таких є всюди
Знайдеш, на кожнім переулку,
того хто, із тобою, якесь
Злочинство
-- для брата свого,
зможе підготовить.
Він пече хліб, для себе,
на вогню чужім. Свогож-бо
він не мав ніколи, тай мати
і не бажає. -- Навіщо?
Він брата свого оббирає!
А він розумний!?
Про себе, ось иак розповідає:
’Багато маю, я ж бо є вірний.
Бадьорий всюди -- та завжди,
І творчих планів багато маю!
Усе, що я торкну рукою --
в наслідок переробляю.’
Направі, він є хуліган
-- камуфльовано прикритий,
під показливий і добрий стан.
Чорт суворий --
Вживає руки замість хвоста...
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Різноманітні види
Різноманітні види світу маємо
-- для мене, світ фортеця;
-- для тебе, світ здається
ніби-то купа людей, які
шукають чогось не сполученого
між собою... Кожен для себе,
за себе, та лишень
за свою долю. А другому,
давай навіть і недолю!..
Бідний нізащо не відповідає.
Він невидимий чоловік
-- тай, про нього, навіть
його жінка нічого не знає...
Невідомий він родився,
невідомо проживає.
-- Ледви тінню других існує.
Свого, чим показатись,
нічого він так і немає.
А про цеж і не думає --
Живе так, як Бог бажає?
Неповноцінним себе не бажає,
Отож сидить під гіллям верби
та з вітром розмовляє --
Показатися на ринку привітань
-- як блідий місяць себе чує,
тож і не воліє. Тай не бажає.
Для нього світ, це не фортеця
-- по волі божій,
він якусь кару відживає.
З дитинства був так навчений,
Бачив дії сили других --
А самже, для дії, сили не має!
O dia se foi
O dia sereno vai terminando.
A lua navega por sobre as nuvens.
O sol já deitou-se a tempos;
Comigo deixou a saudade
envolta em sombras.
A noite, mais calma que o dia,
tomou a conta de tudo... Chegou!
-- Envolveu-me em seus braços,
"Descanse!", disse-me ela.
-- O sono me dominou...
É hora da noite...
-- Tudo cessou!
Inclinei o meu rosto;
O travesseiro confidenciou
-- Esqueça as saudades
Que o sol já se foi.
Com saudades, a alma só dói!
A lua também quiz dar um palpite.
Disse-me: "A vida é mesmo assim".
O sol foi deitar-se --
vai curtir o teu sono,
Mantenha distância de mim.
Então eu dormi.
Por instantes, fiquei fora de mim.
A lua navegava por sobre as nuvens
Envolto em sombras,
sob o luar prateado,
em descansava, enfim!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
No ônibus
(uma poesia dos fins de 1970)
Se acaso o vento a perturbar
-- reclame!
Que eu fecharei a janela.
Não gostaria de vê-la incomodada
nem os cabelos seus
bailando à toa. Oh!
Linda, menina boa!
Viagem longa nos espera
-- De São Paulo a São Caetano.
Suportar-nos, um ao outro,
é o jeito...
Eu fitando os seus olhos -- E
você, não sendo uma fera...
Acompanh-eme no colóquio
-- algo conte-me de você.
Ouvirei-a com carinho. Em
depois, direi-lhe de mansinho:
"Que prazer foi conhecer você!"
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Mulher
A mulher é um ser perfeito
-- ato puro da criação...
Foi concebida
no instante exato
de uma sublime inspiração.
No seu olhar foi impresso;
o azul do céu profundo,
o negro do profundo
do azul do mar,
o prateado da pálida lua e
o negrume das noites sem luar.
Dos seios seus, perfume exala,
inebriando corações...
Dos lábios seus, veneno jorra,
matando aos poucos
as esperanças das jovens ilusões.
Das suas mãos, brotam carícias...
Os seus cabelos bailam ao leu.
Os seus suspiros tristes
evocam gemidos, choros e prantos,
de quantos sós vegetam, sob os céus.
É a mulher beleza pura...
Forma suprema de perfeição!
É a síntese divina
do poder de criação.
Suas entranhas carregam vida.
Contornos seus, espalham morte.
No seu sorriso malicioso vibra,
se agita e se agiganta,
da tempestade,
a grande tormenta...
Um simples sopro seu
-- um "não",
derruba o mais forte.
A mulher é um ser perfeito
de uma sublime inspiração.
domingo, 24 de novembro de 2013
Rasul Gamzatovych Gamzatov
Расул Гамзатович Гамзатов -- "Жизнь капризна"
Rasul Gamzatovych Gamzatov (1877—1951)
Natural de Daguestão. Destacado poeta, publicista e
político russo e soviético.
Tradução da poesia, do russo, por Mykola Szoma
A vida
A vida é caprichosa.
Todos estamos sob o seu domínio.
Nós murmuramos e nos queixamos da vida.
... Quanto mais dificil é ela, mais perigosa é
-- Por isso mesmo,
desmesuradamente, a amamos.
O meu caminhar em nada é facil,
Estrada esburacada, barrancos
-- segure-se, para não cair!
E ninguém ainda nem pensou, por deus,
Em nada melhor do que se poder viver.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A guerra
A guerra
(Irã x Iraque,1980 - 1988)
São todos irmãos.
Fustigam-se mutuamente
e ambos se esbatem.
Na guerra sangrenta
suas vidas maltratam:
Num banho de sangue
se afogam!
Só restam escombros
- crueis testemunhas
da guerra nojenta
que milhares de vidas
ceifou...
O eco ressoa
dos gritos perdidos
no retombo dos canhões
-- Clamores nos chegam
pedindo socorro.
Aos donos da morte,
suplicam clemência.
Aos brados,
imploram perdão!
Mas o peito de aço,
Incensível às dores alheias,
orgulhoso mais forte bafeja,
Vomitando da morte o veneno.
Empostando, na tribuna,
mais e mais,
o esbravejado troveja!
Já lampeja!
E já, relampeja!..
Retumbantes discursos se ouve.
Pela paz, se proclamam nações:
Assembléias,
Conselhos,
Conclaves -- Debates à toa...
No fundo, mais mortes esperam
saciando os desejos
das torpes paixões!
(Irã x Iraque,1980 - 1988)
São todos irmãos.
Fustigam-se mutuamente
e ambos se esbatem.
Na guerra sangrenta
suas vidas maltratam:
Num banho de sangue
se afogam!
Só restam escombros
- crueis testemunhas
da guerra nojenta
que milhares de vidas
ceifou...
O eco ressoa
dos gritos perdidos
no retombo dos canhões
-- Clamores nos chegam
pedindo socorro.
Aos donos da morte,
suplicam clemência.
Aos brados,
imploram perdão!
Mas o peito de aço,
Incensível às dores alheias,
orgulhoso mais forte bafeja,
Vomitando da morte o veneno.
Empostando, na tribuna,
mais e mais,
o esbravejado troveja!
Já lampeja!
E já, relampeja!..
Retumbantes discursos se ouve.
Pela paz, se proclamam nações:
Assembléias,
Conselhos,
Conclaves -- Debates à toa...
No fundo, mais mortes esperam
saciando os desejos
das torpes paixões!
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